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Investigação

Ministério Público investiga Cacau Show por suspeita de más condições de trabalho

Na lista de denúncias estão condições precárias de trabalho, assédio, homofobia, jornadas exaustivas e pressão para participação de rituais
Agência FolhaPress

Publicado em 

03 jun 2025 às 09:28

Publicado em 03 de Junho de 2025 às 09:28

Fábrica da Cacau Show. Empresa foi colocada contra a parede por ex-colaboradores Crédito: Arquivo/Reprodução
O Ministério Público do Trabalho de São Paulo abriu inquérito para investigar denúncias recebidas contra a Cacau Show. A assessoria do órgão informa que o procedimento está em fase de apuração e não há processo judicial aberto. As denúncias foram apresentadas no último dia 16 e estão com a procuradora Patricia Mauad Patruni Isotton, em Itapevi, na Grande São Paulo. Ela afirma, em e-mail obtido pela reportagem, planejar uma audiência para as próximas semanas.
A denúncia foi enviada pela Associação União de Franqueados, que representa donos de lojas da Cacau Show. A entidade coletou depoimentos de funcionários e ex-funcionários da indústria da Cacau Show e do resort Bendito Cacao, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Na lista de denúncias estão condições precárias de trabalho, assédio, homofobia, jornadas exaustivas e pressão para participação de rituais.
A procuradora recebeu também cópias dos livros "A Doce Amargura", que contam experiências de franqueados da Cacau Show. A trilogia foi escrita por Náira Alvim Passionoto, ex-dona de loja da franquia, sob o pseudônimo de Helena do Prado. Procurada, a Cacau Show disse não medir "esforços para ouvir e resolver qualquer ponto relatado por franqueados, colaboradores, parceiros e consumidores".
"Contamos com um canal de denúncia gerido por empresa independente, que garante anonimato e imparcialidade. As denúncias são rigorosamente apuradas e resultam em medidas cabíveis sempre que necessário. Reforçamos nosso compromisso de continuar investigando todos os casos com seriedade, para assegurar um ambiente ético, respeitoso e transparente", afirmou a empresa em nota.
Como a Folha de S.Paulo publicou no último sábado (31), franqueados e ex-franqueados da rede fazem uma série de críticas à rede, de taxas consideradas abusivas, ameaças veladas ou diretas recebidas de consultores da empresa, multas teoricamente inexplicáveis e culto à personalidade do fundador da empresa e CEO, Alexandre Costa.
Todas as acusações são consideradas falsas pela Cacau Show, que tem mais de 4.600 unidades no país, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising). Nesta segunda-feira (2), a empresa enviou mensagem aos franqueados e ao time de vendas, mas sem abordar as reclamações apresentadas. Disse apenas que os conteúdos divulgados "não representam o que somos".
"Quero deixar claro que rejeitamos veementemente qualquer afirmação ou acusação que vá contra os valores que sempre nos guiaram", afirma o texto assinado por Alexandre Costa. No mesmo dia, Náira, a Helena do Prado, recebeu comunicado da Cacau Show rescindindo o contrato de sua loja em Rancharia, no interior de São Paulo. A empresa disse que a tentativa de venda do estabelecimento não deu certo e que não há mais interesse "na continuidade da relação estabelecida no contrato de franquia". A unidade foi fechada.
RAIO-X | CACAU SHOW
Fundação: 1988, na Casa Verde, zona norte de São Paulo
Lojas: 4.661; 4.287 franqueadas e 374 próprias; grupo também tem hotéis e parque de diversão Revendedores: 81,5 mil
Produção: capacidade para 30 mil toneladas ao ano
Faturamento: R$ 5,3 bilhões em 2023
Principais concorrentes: Kopenhagen, Lindt, Dengo e Brasil Cacau

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