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Redução no combustível

Petrobras reduz em 5,2% preço da gasolina nas refinarias

Queda no valor de venda para distribuidoras será de R$ 0,14 por litro; estatal afirma que, desde dezembro de 2022, reduziu valor de venda para as distribuidoras em R$ 0,50 por litro
Agência FolhaPress

Publicado em 

26 jan 2026 às 16:19

Publicado em 26 de Janeiro de 2026 às 16:19

RIO DE JANEIRO - A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) corte de 5,2% no preço da gasolina vendida por suas refinarias. O novo valor, que entra em vigor nesta terça (27), será de R$ 2,57 por litro, queda de R$ 0,14 em relação ao preço atual. O preço do diesel não será alterado.
A medida pode aliviar os preços nas bombas, pressionados desde o início do ano pelo aumento de R$ 0,10 por litro na alíquota de ICMS (Imposto de Circulação sobre Mercadoria e Serviços), que foi integralmente repassado ao consumidor.
Enchendo o tanque do carro com combustível, gasolina
Redução do valor nas refinarias pode aliviar os preços nas bombas Crédito: Pixabay
Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço médio da gasolina no país subiu exatos R$ 0,10 por litro entre os dias 28 de dezembro e 17 de janeiro, para R$ 6,32 por litro. A pesquisa de preços da última semana ainda não foi divulgada.
Desde 2022, o ICMS é unificado no país e reajustado uma vez por ano pelos estados. Em 2026, a alíquota subiu para R$ 1,57 por litro, apesar da queda do preço da gasolina nas refinarias.
O Comsefaz (Comitê Nacional de Secretarias Estaduais de Fazenda) alegou no fim de 2025 que o reajuste do imposto é calculado sobre a variação do preço de bomba, que não teria acompanhado os cortes nas refinarias.
Pelo contrário, prosseguiu, "o preço da gasolina se elevou de R$ 6,18, em janeiro, para R$ 6,20, em outubro, um acréscimo de 0,3%". "A principal razão foi o aumento de 31,3% no valor da margem de distribuição e revenda", apontou.
O mercado já esperava alguma reação da Petrobras, uma vez que a empresa vinha operando com a gasolina acima das cotações internacionais há semanas, reflexo da queda dos preços do petróleo nos últimos meses.
Na abertura do mercado desta segunda, por exemplo, o produto em suas refinarias custava R$ 0,21 mais caro do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
"Desde o de novembro, a diferença entre o preço doméstico da gasolina e a paridade de importação está maior e mais persistente, o que levou investidoresa anteciparem qie uma revisão poderia ocorrer no curto prazo", escreveram nesta segunda analistas do Itaú BBA.
Eles consideram, porém, que o corte ficou abaixo do esperado. Agora, avaliam, o preço da Petrobras está 5% acima da paridade de importação.
O economista da ASA, Leonardo Costa, estima que o corte tenha um impacto de seis pontos percentuais no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor-Amplo), o índice oficial de inflação do país. "Com isso, nossa projeção para o IPCA do mês recua de 0,51% para 0,45%".
Para 2026, a ASA mantém sua estimativa de 4% para o IPCA, pois já consideradva queda nos preços de combustíveis ao longo do ano. A Warren investimentos, por outro lado, diz que não esperava o corte e, por isso, reduziu sua projeção de infalação para 2026 de 4,5% para 4,4%.
Em nota, a estatal afirmou que, desde dezembro de 2022, reduziu o valor de venda da gasolina para as distribuidoras em R$ 0,50 por litro. "Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%", diz a estatal.

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