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Fórum Econômico Mundial

Presidente da Petrobras mostra confiança em reformas

Pedro Parente diz não se pode confundir discurso de campanha com projeto de governo

Publicado em 25 de Janeiro de 2018 às 09:46

Publicado em 

25 jan 2018 às 09:46
Presidente da Petrobras, Pedro Parente Crédito: José Cruz/Agência Brasil
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, demonstrou nesta quarta-feira confiança na aprovação das reformas no país. Ao ser questionado sobre o humor dos investidores em Davos e se eles demonstram preocupação, nas conversas, com o risco de mudanças de agenda política no Brasil a partir de 2019, Parente avaliou que não se pode confundir discurso de campanha com projeto efetivo de governo.
— A posse transfere imediatamente ao mandatário um grau de responsabilidade que ele não tem como candidato — afirmou.
Em seguida, citou uma máxima do futebol atribuída ao roupeiro e técnico Neném Prancha (1906-1976): “Treino é treino, jogo é jogo”. Segundo Parente, a sociedade brasileira “está evoluindo para certos consensos importantes”. “Não dá para ter 100% de garantia, mas há boa chance de inevitabilidade (das reformas)”, acrescentou, mencionando a intolerância com a inflação como exemplo.
Quanto ao julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele assegurou que não recebeu nenhum questionamento por parte de seus interlocutores no fórum. E disse sentir que há uma melhora na percepção dos investidores sobre o Brasil e sobre a Petrobras.
— Sem dúvida, há certas características que tornam a posição de outros países melhor do que a nossa: início de mandato, agenda ampla de reformas. Existem certas condições que tornam a presença de um país mais forte do que outros. Mas, quando se compara a posição do Brasil neste ano e em anos passados, a posição é outra. Há uma satisfação grande em Davos de ver a Petrobras de volta.
Após o discurso do presidente Temer, ele disse que uma eventual candidatura sua nas eleições de outubro está fora do radar. Parente foi inevitavelmente alvo de brincadeiras à saída do Congress Hall, tribuna mais importante de Davos. O executivo foi o único brasileiro citado por Temer no discurso, como o “professor Pedro Parente”, quando o presidente falava aos investidores sobre mudanças na legislação da indústria de petróleo e gás. Ele foi lembrado, em conversas no fórum depois da fala, que o ex-ministro Roberto Brant chegou a citá-lo nominalmente como um bom nome para defender a agenda do governo na campanha de 2018.
— Recuso ser candidato, não quero ir para a vida política, tenho claro que não sou a melhor pessoa para isso — disse Parente a jornalistas. Ele afirmou já ter se “desviado” de seus propósitos pessoais ao aceitar o convite para assumir a Petrobras. — Eu estava indignado com a situação — disse, justificando a mudança de rota.
Para o executivo, a citação foi apenas uma “deferência” de Temer.
— Eu estava sentado bem em frente e ele me viu — desconversou.

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