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Consumidor

Presidente da Petrobras sugere volta do subsídio do gás de cozinha

Magda e o governo têm feito reiteradas críticas ao mercado de gás de cozinha, reclamando das margens de lucro das etapas de distribuição e revenda
Agência FolhaPress

Publicado em 

18 ago 2025 às 21:15

Publicado em 18 de Agosto de 2025 às 21:15

RIO DE JANEIRO - A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu nesta segunda-feira (18) que o país volte a debater política que subsidia o preço do gás de cozinha para botijões de 13 quilos, mais usados por consumidores residenciais.
A política de preços diferenciados para volumes destinados ao consumo residencial e industrial foi extinta pelo governo Jair Bolsonaro em 2020, 15 anos após sua implantação no primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Temos pensado nisso [em preço diferenciado]", afirmou Magda, em entrevista à agência especializada Eixos. "No passado, tivemos diferenciação de preços da indústria e do doméstico. Essa diferenciação foi tida como ruim."
"Mas o que a gente está vendo agora é que o mercado está começando a se desorganizar de novo", prosseguiu. "Se desorganizar de fato, vamos ter que pensar numa diferenciação outra vez do industrial e do doméstico."
Botijas de gás de cozinha
Botijas de gás: política de preços diferenciados foi criticada no passado Crédito: Carlos Alberto Silva
Magda e o governo têm feito reiteradas críticas ao mercado de gás de cozinha, reclamando das margens de lucro das etapas de distribuição e revenda. Lula prepara um plano para dar botijões de graça à população de baixa renda.
A política de preços diferenciados foi questionada no passado por direcionar subsídios também a parcelas da população de maior renda, já que os botijões subsidiados por comércio e indústria eram vendidos também a consumidores de poder aquisitivo mais elevado.
O setor defendia que a equalização dos preços viabilizaria investimentos em infraestrutura para importações privadas do combustível, o que acabou não ocorrendo. Hoje, a Petrobras segue responsável pela quase totalidade das importações brasileiras, que respondem por 23% da demanda nacional.
Segundo empresas do setor, a estatal já vem praticando preços diferenciados por meio de uma estratégia de oferecer parte do suprimento em leilões, nos quais o preço pode sair mais do que o dobro do valor médio de venda nas refinarias da estatal.
No leilão de julho, por exemplo, a empresa vendeu o equivalente a 13% do volume necessário para abastecer o mercado nacional, com ágios de 14% a 136% em relação ao preço base cobrado nas refinarias, segundo informações do mercado.
Em nota, a Petrobras disse que os leilões estão previstos nos contratos de venda assinados com companhias distribuidoras. Afirmou ainda que os volumes leiloados atendem à demanda crescente das distribuidoras para venda a comércio e indústria.
Os leilões são questionados pelo mercado, já que promovem aumento no preço médio do gás comprado nas refinarias. Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço médio subiu 6% entre novembro e julho, mesmo sem reajustes oficiais nas refinarias.
Há duas semanas, a Petrobras anunciou estudos para voltar à distribuição de gás de cozinha, que abandonou em 2020 com a venda da Liquigás para consórcio de empresas do setor. Magda voltou a afirmar nesta segunda que o objetivo é abocanhar parte das margens de lucro do setor.
"A margem é enorme, algumas vezes maior do que a margem do pré-sal", disse ela. "Gostamos de margem alta e, se a gente identificar forma de fazer dinheiro com margens elevadíssimas, vamos fazer."

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