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Mercado Financeiro

Surpresa com IPCA leva Ibovespa a subir 1,38%; índice tem 2ª alta semanal

No fim do pregão, o índice brasileiro terminou em alta de 1,38%, aos 107.758,34 pontos, vindo de uma abertura - e também mínima do dia - aos 106.296,33

Publicado em 10 de Dezembro de 2021 às 19:03

Agência Estado

Publicado em 

10 dez 2021 às 19:03
B3, Bolsa de Valores de São Paulo, tem recebido cada vez mais investidores pessoa-física
B3, Bolsa de Valores de São Paulo, tem recebido cada vez mais investidores pessoa-física Crédito: GUSTAVO SCATENA
Após o recuo de ontem, o Ibovespa voltou a avançar nesta sexta-feira (10), flertando novamente, nas máximas do dia, com os 108 mil pontos e coroando a segunda alta semanal consecutiva. O índice responde sobretudo a um bom humor com os dados de inflação melhor que o esperado aqui - que retiram parte da pressão do tom mais hawkish do Banco Central, que resultou na queda de ontem - e sem surpresas negativas nos Estados Unidos, que levou as bolsas de Nova York a sustentarem alta, ainda que modesta.
No fim do pregão, o índice brasileiro terminou em alta de 1,38%, aos 107.758,34 pontos, vindo de uma abertura - e também mínima do dia - aos 106.296,33. Na máxima, chegou a subir 1,87%, quando tocou os 108.274,86. Na semana, o Ibovespa acumula uma alta de 2,56%. E, no mês, de 5,73%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,95% em novembro ante outubro, abaixo da mediana de alta 1,10% esperada pelo mercado. Com isso, os investidores reprecificaram suas posições na curva de juros e na bolsa, após esses ativos terem sido penalizados ontem, na esteira do tom mais duro do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira à noite.
"Depois de um dia como ontem, em que você teve a ressaca do Copom e a discussão de um tom mais hawkish precificando cenário pior para os juros, o que você está tendo hoje, depois de um dado de IPCA mais fraco, são alguns ajustes", aponta Naio Ino, responsável pela mesa de trading de equities da Western Asset.
Assim, setores que patinaram ontem com a perspectiva de juro mais alto e inflação persistente, como varejo e, principalmente, construção, tiveram hoje um avanço sustentado. Os índices setoriais de consumo e imobiliário tiveram, nesta sexta-feira, altas de 1,71% e 4,39%. Após apanharem nos últimos meses, ambos têm desempenho positivo em dezembro, de 2,36% e 11,08%.
"Com o aumento da taxa de juros, empresas do setor de construção civil são fortemente afetadas, pois são empresas que dependem de crédito. E quando o custo do crédito aumenta, a margem diminui", aponta o especialista de renda variável da Blue3, Dennis Esteves A construtora Ezetec, por exemplo, teve um dos melhores desempenho do Ibovespa, terminando o dia em alta de 8,99%.
A divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) americano, no fim da manhã, deu sustentação ao sentimento positivo doméstico. O índice subiu 0,8% em novembro, ligeiramente acima da expectativa, de 0,7%. Com o mundo temendo uma persistência da inflação, o dado agradou e as bolsas americanas terminaram o dia em alta, ainda que de baixo fôlego. S&P500 subiu 0,96%, enquanto Nasdaq e Dow Jones tiveram altas de 0,73% e 0,61%.
Para os analistas ouvidos pelo Broadcast, com os imbróglios em Brasília resolvidos e a disposição dos investidores de emplacar um rali de fim de ano, a tendência agora é o mercado se concentrar nos dados de atividade e, sobretudo, na velocidade e intensidade do tapering (retirada de estímulos pelo banco central americano) nos Estados Unidos.
"No Brasil, em específico, a bolsa busca por gatilhos para ensaiar recuperação. O que a gente viu desde a semana passada no Brasil foi uma acomodação do cenário fiscal com a aprovação da PEC dos Precatórios", aponta Esteves, da Blue3, completando: "Nesse contexto, a desaceleração da inflação hoje foi muito importante. A gente vê esse início de arrefecimento de inflação muito direcionado pela política monetária, que começa a fazer efeito. Como múltiplos bastante atrativos, a bolsa encontra sinais (para subir)".
Ino, da Western Asset, emenda: "O mercado parece estar tirando um pouco do foco essa questão de PEC, dos nossos problemas fiscais e focando mais em inflação, estímulos. A questão do Copom e do tapering começam a ganhar mais peso".
A próxima reunião do banco central americano, o Federal Reserve (Fed), acontece na semana que vem, quando novas sinalizações sobre o ritmo e a intensidade do tapering devem ser anunciadas, após uma mudança de tom nos discursos dos dirigentes do Fed recentemente. Além disso, há a divulgação da ata da última reunião do Copom e a divulgação de dados de atividade da China. Os três itens são os principais pontos observados pelo mercado para a próxima semana e que, apesar de majoritariamente precificados, podem ameaçar o desempenho do Ibovespa.
Após ter recuado ontem, o petróleo voltou a ajudar os ativos brasileiros, com o preço do barril do Brent encerrando o dia em alta de 0,98% e o WTI, em 1,03%. Com isso, as ações da Petrobras subiram mais de 1%. Apesar da queda de 0,46% do minério de ferro em Qingdao, as siderúrgicas emplacaram um bom desempenho, com Gerdau subindo mais de 2% e Vale, 0,63%

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