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Vale diz que Samarco deve voltar a operar no ano que vem

O diretor executivo da Vale também analisou: "Não espere que Samarco fará contribuição significativa para o mercado transoceânico de pelotas no curto prazo"

Publicado em 01 de Agosto de 2019 às 21:47

Publicado em 

01 ago 2019 às 21:47
Eduardo Bartolomeo, diretor-presidente da Vale Crédito: Divulgação/Vale
Eduardo Bartolomeo, diretor-presidente da Vale, disse nesta quinta-feira (1º) estar confiante de que a Samarco vai voltar a operar no segundo semestre de 2020.
"Sobre Samarco, está tudo indicando para que volte a operar no segundo semestre de 2020", disse Bartolomeo. 
O diretor executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Luciano Siani Pires, também analisou: "Não espere que Samarco fará contribuição significativa para o mercado transoceânico de pelotas no curto prazo".
"As operações da Samarco devem voltar com um terço da capacidade", explicou Pires.
De acordo com a Vale, a licença da mina de Alegria Sul, no Complexo de Germano, já foi recebida. Agora, eles aguardam que o Ibama forneça neste ou no próximo mês uma nova licença para a operação de toda a companhia.
As revelações foram feitas em teleconferência com analistas, no dia seguinte à empresa divulgar seu balanço do segundo trimestre de 2019 com prejuízo de R$ 384 milhões.
A Samarco é a dona da barragem que se rompeu em Mariana (MG), em novembro de 2015, em tragédia que deixou 19 mortos e um rastro de destruição do interior de Minas Gerais ao litoral do Espírito Santo. 
Vale diz que Samarco deve voltar a operar no ano que vem
A Vale tem 50% da Samarco -os outros 50% são da anglo-australiana BHP Billiton- e é responsável pela estrutura rompida em Brumadinho (MG) em janeiro deste ano e que deixou até agora 65 mortos.
Por conta da tragédia em Brumadinho, a Vale fechou dois trimestres no prejuízo, mas os números de março, abril e maio foram melhores do que os R$ 6,4 bilhões de rombo dos três meses anteriores.
A empresa creditou o prejuízo por provisões adicionais relacionadas à ruptura da barragem de Brumadinho (R$ 5,9 bilhões), ao descomissionamento da barragem de rejeitos de Germano (R$ 993 milhões) e à Fundação Renova (R$ 1,4 bilhão).
Na tragédia de Mariana, a Vale dizia que a responsabilidade da barragem era da Samarco, mesmo sendo uma de suas controladoras. No caso de Brumadinho, a empresa é a única responsável pela estrutura que se rompeu.

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