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Caso Master

Vorcaro enviou mensagem a Moraes no dia em que foi preso, diz jornal

Ministro do STF afirma que 'não recebeu essas mensagens referidas' na reportagem e fala em 'ilação mentirosa'; 'Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?', diz um dos textos enviados pelo então banqueiro
Agência FolhaPress

Publicado em 

06 mar 2026 às 11:17

Publicado em 06 de Março de 2026 às 11:17

BRASÍLIA - O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, trocou mensagens de WhatsApp com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ao longo do dia em que foi preso, em 17 de novembro de 2025. A informação foi publicada pelo jornal O Globo, que diz ter tido acesso a imagens de nove mensagens trocadas entre os dois via WhatsApp entre as 7h19 e as 20h48 daquele dia. .
Nas conversas, relata o jornal a partir de dados obtidos do celular do executivo, o então banqueiro narra negociações para tentar salvar o Master. Faz referência a trativas com a financeira Fictor, cujo acordo seria anunciado na tarde daquele dia. "Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte", disse Vorcaro em um dos textos enviados.
Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes Crédito: Divulgação e Rosinei Coutinho/STF
De acordo com imagem obtida pelo jornal, Moraes responde à mensagem por meio de uma imagem que desaparece automaticamente após ser vista (a chamada mensagem de visualização única). Os textos são escritos no bloco de notas, depois transformados em print e enviados no formato instantâneo.
Depois, durante a tarde, Vorcaro confirmou o suposto acordo com a Fictor, às 17h22. "Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação", disse. Naquele momento, um comunicado sobre a transação foi à imprensa.
Os dados obtidos por O Globo indicam que Moraes respondia às mensagens. Em uma das respostas, o então banqueiro aparentemente esclarece uma dúvida do ministro. "Foi. Seria melhor na sexta junto com os gringos, mas foi o que deu pra fazer dentro da situação", disse.
O comunicado da oferta da Fictor pelo Master tinha a indicação de que o negócio teria a participação de consórcio dos Emirados Árabes, mas a identidade dos investidores nunca foi revelada.
Procurada pela reportagem, a assessoria de Moraes diz que ele "não recebeu essas mensagens referidas na matéria". "Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal", completa.
Duas vezes, Vorcaro cobra atualizações de Moraes, sem especificar a qual assunto se refere, segundo O Globo. "Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?", diz uma das mensagens, enviada às 17h26, segundo a reportagem.
Na quebra de sigilo de Vorcaro enviada à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS, há a mesma frase escrita em um bloco de notas, printado pelo ex-banqueiro. A data do arquivo é 17 de novembro.
De acordo com O Globo, Moraes respondeu com prints instantâneos.
Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na noite daquela segunda-feira, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando se preparava para embarcar em um voo para o exterior.
Na época, os advogados do ex-banqueiro negaram a fuga e disseram que ele estava viajando a Dubai para fechar a venda do Master, mas investigadores ouvidos pela Folha afirmam que o jato particular tinha como destino Malta, para tentar fugir do Brasil e evitar a prisão.
No dia seguinte à prisão, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.
Na tentativa de evitar a decretação, Vorcaro tentou vender o banco para o BRB (Banco de Brasília). No dia em que Vorcaro foi preso, o grupo Fictor, pouco conhecido no mercado financeiro, anunciou que pretendia comprar o Master, com uma injeção de capital inicial de R$ 3 bilhões.
De acordo com a reportagem, quando Vorcaro enviou a mensagem a Moraes, o ex-banqueiro já sabia que o Master estava sendo investigado por tentar vender carteiras de crédito fraudulentas ao BRB.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo em 9 de dezembro, o Banco Master contratou, no início de 2024, o escritório de familiares de Moraes, por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição. Os familiares do ministro que integram o escritório são a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e dois filhos do casal.

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