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Opinião da Gazeta

Alguma coisa está fora da ordem quando PMs se envolvem com o tráfico

Chega a ser risível chamar de policial quem pode passar a ter uma ficha corrida tão diversificada, mas o assunto é sério demais para tanto

Publicado em 01 de Agosto de 2025 às 01:00

Públicado em 

01 ago 2025 às 01:00

Colunista

ATENÇÃO: para uso somente de Opinião da Gazeta
Mais de 120 pessoas participaram de operações que investigam esquema criminoso envolvendo PMs Crédito: MPES/DIvulgação
Um policial militar é o representante do Estado para a manutenção da lei e da ordem e, quando se alia ao crime, acaba traindo, além da própria corporação, toda a sociedade da qual é fiel depositário. O que pensar, então, de 15 policiais sendo alvo de operações simultâneas nas quatro maiores cidades da Grande Vitória, por suspeita de envolvimento com esquemas do tráfico de drogas?
Essa força-tarefa encabeçada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) desvelou um esquema no qual os policiais militares recebiam propina em troca de proteção e favorecimento a membros de facções e chegavam a comercializar as drogas apreendidas de traficantes.  As investigações apontam evidências de — além de tráfico de drogas e associação para o tráfico — corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e agiotagem. 
Chega a ser risível chamar de policial quem pode passar a ter uma ficha corrida tão diversificada, mas o assunto é sério demais para tanto. As investigações estão em curso, em conjunto com a própria Corregedoria da Polícia Militar, e as operações cumpriram 6 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão. Também foram cumpridos oito mandados de menagem (medida cautelar restritiva de liberdade) contra policiais militares.
E, mais importante, os 15 policiais militares alvo da operação tiveram afastamento cautelar da função pública, o que é essencial para a segurança da população e da própria corporação. As medidas cautelares, de acordo com o Ministério Público, foram tomadas para "interromper o esquema criminoso, preservar elementos de prova e viabilizar a responsabilização penal e patrimonial dos envolvidos". 
Um agente da lei que se mistura deliberadamente com traficantes para praticar crimes é um câncer para a corporação, e um grupo de 15 é um número considerável, um mau exemplo que pode ferir a credibilidade da instituição, se não houver reação. Não é esse o caso, pelo que se vê.
Por vias legais, com garantias de ampla defesa e do devido processo legal, esses 15 policiais devem responder pelos graves crimes dos quais são suspeitos. Não existe função policial sem conduta ilibada, sem margem para suspeições. Um policial militar deve ser um exemplo para a sociedade. Alguma coisa está fora da ordem quando eles passam para o outro lado do jogo.

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