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Opinião da Gazeta

Apreensão de quase uma tonelada de cocaína no ES é duro golpe nos cofres do tráfico

Estima-se que organização criminosa do país fature cerca de R$ 1 bilhão anualmente com o tráfico; somente com as perdas desta semana no Espírito Santo o grupo teria registrado um rombo de quase 25%

Publicado em 10 de Dezembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

10 dez 2021 às 02:00

Colunista

Drogas
Operação que mira o PCC apreende mais de 500 kg de pasta base de cocaína no ES Crédito: Polícia Federal
A costa brasileira tem 10.959 km de extensão, de acordo com o IBGE, e parece óbvio demais que o tráfico internacional de drogas se aproveite dessa dimensão continental como porta de saída para seus negócios. As rotas marítimas usadas para transportar a cocaína produzida na América do Sul para a Europa se expandem e se fortalecem, se não há o devido monitoramento, e devem estar permanentemente no radar, como uma tática policial ininterrupta. O Espírito Santo está estrategicamente localizado e não foge à regra: seu litoral deve estar sob vigilância permanente.
A apreensão de quase uma tonelada de cocaína no Estado em menos de 24 horas foi resultado de uma ação que envolveu órgãos policiais do Espírito Santo e de São Paulo, reforçando a importância da sinergia nas investigações. Se o crime organizado se espalha pelo país como um câncer, exemplo máximo o do Primeiro Comando da Capital (PCC), que vem a ser o principal suspeito de encabeçar o esquema desbaratado no Espírito Santo, as forças policiais dos Estados precisam estar em sintonia, com serviços de inteligência que dialoguem e, assim, permaneçam sempre um passo à frente dos criminosos.
A operação, sem dúvida, teve impacto nos cofres da organização criminosa: é de R$ 230 milhões o prejuízo estimado com as apreensões de 510 quilos de cocaína na terça-feira (7) em Interlagos, Vila Velha, e de outros 380 quilos no dia seguinte na Praia do Ribeiro, no mesmo município.
Investigações estimam que o PCC fature cerca de R$ 1 bilhão anualmente com o tráfico; somente com as perdas desta semana no Espírito Santo o grupo teria registrado um rombo de quase 25%. Descapitalizar as facções, com foco no patrimônio e em transações de lavagem de dinheiro, é um caminho certeiro, porque desestabiliza a estrutura financeira do crime. Em sua coluna neste jornal, o superintendente da Polícia Federal no Estado, delegado Eugênio Ricas, já fez a defesa dessa estratégia.
Isso pode ter impacto, para ficar no exemplo mais óbvio, nos arsenais dos grupos criminosos locais, ligados a essa autoridade central do PCC. As apreensões de armas mais poderosas, como fuzis e granadas, apontam que o dinheiro que circula no submundo tem garantido bandidos cada vez mais armados e perigosos. Há perfis nas redes sociais nos quais traficantes exibem suas armas, uma clara demonstração de poder diante de grupos rivais.
É importante que as ações policiais não abandonem o varejo, mas direcionem mais energia para o atacado do comércio ilegal de drogas. A Operação Mar Aberto, deflagrada pela Polícia Federal em novembro, é um bom exemplo, ao desarticular um esquema de tráfico de cocaína a partir da simulação de operações de pesca em Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo. Ações desse nível de capilaridade são sempre um golpe para a infraestrutura do crime. Assim como é preciso fortalecer a segurança nos portos, onde identificar os facilitadores do tráfico ainda é um desafio. Com o litoral brasileiro mais bem cercado, o dinheiro deixa de entrar nos cofres do crime organizado.

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