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OPINIÃO DA GAZETA

Casagrande, como governador, não pode se descuidar do Banestes

Presidência relâmpago foi constrangedora, mas situação poderia ter sido pior ainda para o banco, que precisa de uma liderança ilibada

Publicado em 30 de Janeiro de 2019 às 23:17

Públicado em 

30 jan 2019 às 23:17

Colunista

Agência do Banestes em Vitória Crédito: Arquivo
Menos de 24 horas após ter sido empossado, o novo presidente do Banestes, Vasco Cunha Gonçalves, foi alvo da Operação Circus Maximus por fraudes do Banco Regional de Brasília, no qual também ocupou a presidência. O timing da Polícia Federal pode não ter beneficiado o governo Casagrande, causando uma reviravolta digna da ficção, mas com consequências inconvenientemente realistas. Mas antes tarde do que mais tarde ainda, o Banestes agradece. O executivo veio a Vitória como um convidado para ocupar um importante cargo e acabou deixando a Capital numa situação constrangedora. Cumpre agora prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
A investigação não tem relação com o banco capixaba, vale ressaltar. O governador Renato Casagrande demonstrou agilidade ao decidir designar um interino ainda na manhã de terça-feira, quando foi deflagrada a operação. A manutenção de Vasco no cargo era inviável. Um executivo sob suspeição, alvo de investigações da Polícia Federal, não poderia estar à frente de um banco, colocando em risco a sua credibilidade. A gestão de uma instituição financeira exige não só currículo irretocável, como também conduta ilibada. No decorrer do dia, o próprio executivo renunciou ao cargo. Seu perfil técnico havia sido celebrado, passava a mensagem certa ao mercado, de isenção política. Contudo, as acusações, pelas quais terá amplo direito de defesa, tornaram a situação do agora ex-presidente insustentável.
O Banestes não pode ter a imagem arranhada por supostos malfeitos de terceiros. É um dos mais valiosos patrimônios do Estado, um banco lucrativo que chama a atenção do mercado. Viveu, como tantos outros bancos públicos do país que acabaram extintos, uma sequência de administrações desastrosas, que o transformaram num bunker de operações espúrias que se refletiam na própria qualidade do negócio. Nos anos 2000, ressurgiu das cinzas como uma fênix, passando por uma reformulação que consolidou a credibilidade que possui hoje, seu maior ativo. Casagrande, como governador, não pode se descuidar do Banestes. Não é permitido desperdiçar o seu potencial nas mãos erradas.

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