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Opinião da Gazeta

Chacina na ilha remete a passado sombrio do ES que não pode voltar

Para evitar o retrocesso, só a atuação policial e o rigor da lei são capazes de frear qualquer ímpeto de tornar assassinatos em massa, em grande parte decorrentes de tribunais do tráfico, novamente uma rotina

Publicado em 29 de Setembro de 2020 às 21:39

Públicado em 

29 set 2020 às 21:39

Colunista

Quatro homens foram assassinados na Ilha do Américo, em Santo Antônio
Chacina na Ilha do Américo Crédito: Fernando Madeira
A ação brutal, com apelo quase cinematográfico, que levou ao assassinato de quatro pessoas na ilha Doutor Américo de Oliveira, localizada entre Vitória e Cariacica, trouxe à memória tempos sombrios de violência no Espírito Santo. "Chacina" é um termo policial que felizmente, em consequência de políticas públicas efetivas de segurança, desapareceu do noticiário nos últimos anos, mas por  tempo demais teve lugar cativo nas páginas policiais capixabas.  
E, para evitar o retrocesso, só a atuação policial e o rigor da lei são capazes de frear qualquer ímpeto de tornar assassinatos em massa, em grande parte decorrentes de tribunais do tráfico, novamente uma rotina. O Espírito Santo teve avanços históricos na redução de homicídios na última década, com 2019 sendo considerado um ano de virada, quando foram registradas menos de mil mortes violentas. 2020 não tem sido um ano fácil para manter esse patamar, e essa chacina é mais do que um sinal de alerta de que há movimentações mais atrevidas entre as facções criminosas, é uma afronta, que exige reação organizada e severa das autoridades de segurança.
Até o momento, as forças policiais e da Secretaria de Segurança Pública estadual têm demonstrado empenho para elucidar o caso. Teve destaque a atuação da Força Nacional em Cariacica, que conseguiu impedir que um dos jovens que conseguiu escapar do cerco à ilha, mas acabou sequestrado por membros de gangue rival à dos executores da chacina, também acabasse sendo assassinado em retaliação.
A trama que envolve o crime é intrincada, com acerto de contas, possíveis infiltrados e a morte de inocentes. Cabe à investigação seguir as pistas e montar esse quebra-cabeça, para que as vítimas não sofram,  também elas, julgamentos precipitados. Inocentes ou não, cada um dos quatro jovens teve uma morte inaceitável em qualquer sociedade civilizada, sob a égide da lei.
Com o anúncio da Polícia Civil de que já  há provas técnicas da identidade dos criminosos, conseguidas a partir do vídeo que mostra ao menos quatro pessoas saindo da ilha em um barco, exige-se celeridade na efetuação das prisões. Cada minuto em que esses assassinos permanecem à solta é uma vitória temporária para a criminalidade, que tende a se consolidar com o tempo.
Além disso, há sempre o risco de que desapareçam e se tornem foragidos, prolongando a impunidade. É o momento oportuno de fechar o cerco, prender os suspeitos é a prioridade da polícia. A sociedade espera e precisa dessa resposta, para que não se consolide uma sensação de insegurança generalizada.
O que aconteceu nesta segunda-feira (28) é sintomático: gangues do tráfico permanecem agindo sob leis arbitrárias, nas quais a vida humana há muito deixou de ter valor. Resultado de carências estruturais, nas quais a precariedade do acesso a direitos inalienáveis como educação, saúde e qualidade de vida criam os vazios que dão autoridade a criminosos.
A crueldade passa a ser a regra e se impregna na personalidade daqueles para os quais o mundo do crime é a opção mais à mão.  O Espírito Santo não pode permitir que os avanços dos últimos anos se deteriorem pela audácia desses bandidos.

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