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Opinião da Gazeta

Chefia da Secretaria de Segurança pode ser interina, mas desafios são permanentes

Não há tempo a perder. Não pode haver retrocessos. As prioridades podem até mudar com as circunstâncias, mas há metas que nunca deixam de ser perseguidas com afinco

Publicado em 13 de Agosto de 2024 às 01:00

Públicado em 

13 ago 2024 às 01:00

Colunista

Sesp
Eugênio Ricas (D) deixa a secretaria de segurança pública. Entra Leornardo Damasceno Crédito: Carlos Alberto Silva
Ao escolher aquele que substituirá Eugênio Ricas, que atendeu ao chamado para assessorar o também delegado federal Valdecy Urquiza no comando da Interpol, o governador Renato Casagrade decidiu por entregar o cargo interinamente na Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) ao subsecretário de Estado de Inteligência, Leonardo Geraldo Baeta Damasceno. 
O também delegado da Polícia Federal foi levado ao cargo na Sesp pelo próprio Ricas, e sua chegada ao comando da pasta indica uma escolha pela continuidade. Mesmo que os termos de sua interinidade não tenham sido expostos, é quase protocolar que os resultados costumam ser a baliza para uma decisão definitiva.
Independentemente do tempo que comandará a Segurança Pública no Espírito Santo, o que deve guiar a gestão de Leonardo Damasceno é a compreensão de que seu status pode ser provisório, mas os desafios são permanentes. Não há tempo a perder. Não pode haver retrocessos. As prioridades podem até mudar com as circunstâncias, mas há metas que nunca deixam de ser perseguidas com afinco.
Seguindo a tendência iniciada na última década, interrompida apenas em 2017, ano da greve da PM, os homicídios permanecem em queda no Espírito Santo.  Depois de ter fechado 2023 com o menor número de homicídios dos últimos 27 anos,  os seis primeiros meses deste ano, a maior parte da gestão de Eugênio Ricas, registraram 432 homicídios, o menor número semestral de casos no período desde 1996. Se o novo secretário conseguir segurar essas estatísticas, poderá contribuir para ter um dos anos com menor número de assassinatos da série histórica. É esse tipo de compromisso que não pode se perder.
Ao mesmo tempo, estabelecer metas mais eficientes de combate aos casos de agressão e morte de mulheres. Somente no primeiro semestre deste ano, foram 21 casos de feminicídios registrados no Espírito Santo. Em todo o ano de 2023, foram 35.
Outro combate de primeira hora são os crimes patrimoniais, e o secretário tem pela frente a manutenção do Projeto Recupera, que tem tudo para ser uma forma eficiente de reduzir roubos e furtos de celulares. Os bons resultados iniciais mostram o potencial da empreitada.
E, em relação ao tráfico de drogas que mobiliza a ação violenta de facções, o novo secretário só tem pontos a seu favor. Na Polícia Federal, foi chefe do Núcleo de Inteligência Policial, área correspondente ao seu cargo anterior na Sesp. E não há dúvidas de que é nessa seara que se colhem as maiores vitórias contra lideranças criminosas. Inclusive, a própria prisão de Marujo em fevereiro foi  resultado desse tipo de trabalho. Na PF, ainda foi chefe da Delegacia de Repressão a Drogas e chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado. Credencial não falta.
E vale repetir o que foi escrito neste espaço na ocasião da escolha de Eugênio Ricas: "Está nas mãos do comando da segurança pública a coordenação de um enfrentamento dos problemas que tocam na pele das pessoas. Uma forma de aliviar o dia a dia. Do carro levado numa manhã ensolarada, do celular tomado sob ameaça de uma faca no pescoço dentro de um ônibus, de moradores que precisam pedir autorização a criminosos para sair ou entrar em casa".
O bom trabalho de um secretário de Segurança determina o bem-estar e a qualidade de vida da população. 

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