O vídeo que viralizou nesta semana, com um casal impedido de atravessar a Ciclovia da Vida, na Terceira Ponte, mostra um situação que pode passar a ser comum, principalmente em Vitória, agora que foram estabelecidas regras para a circulação de bicicletas elétricas, ciclomotores e veículos autopropelidos na cidade: discussões e embates públicos sobre o que pode e o que não pode nas ciclovias.
As prefeituras, portanto, precisam começar a se preparar para garantir esse ordenamento, com comunicação e fiscalização.
No caso em questão, funcionários da empresa de segurança da ciclovia da Terceira Ponte impediram a entrada de um veículo autopropelido sem pedal, e a proibição foi confirmada à reportagem pela Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES), responsável pela ciclovia. Lembrando que se trata de um caso atípico, no qual a gestão é estadual. No fim, foi uma possível falta de clareza no regramento o que provocou a confusão.
As ciclovias são no geral de responsabilidade municipal, e cidades do pais inteiro estão promovendo a regulamentação desses novos veículos que estão mudando a cara da mobilidade urbana, colocando a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de 2023 para rodar, mas com alterações que têm provocado dúvidas sobre a legalidade.
Esse caso da Ciclovia da Vida mostra o quanto vai ser importante a publicidade dessas regras e a conscientização massiva sobre elas, principalmente porque elas mudam de cidade para cidade. A Serra, por exemplo, já prepara as suas regras. Outras cidades da Grande Vitória também devem seguir esse caminho.
No fim, o que vai fazer a diferença é a aplicabilidade dessas novas leis municipais, ou acabarão inócuas. As ciclovias estão tumultuadas, assim como ruas e calçadas apinhadas desse bicicletas elétricas e ciclomotores. As autoridades precisam organizar esse caos e, diante do crescimento do uso desses veículos, investir cada vez mais em infraestrutura.
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