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Opinião da Gazeta

Dengue no ES: mais mortes, mais casos e as mesmas derrotas

O combate à dengue requer um poder público atuante nos níveis federal, estadual e municipal, com políticas públicas contínuas de fiscalização e prevenção. Para 2024, todos precisam estar ainda mais preparados para o crescimento dos casos

Publicado em 22 de Novembro de 2023 às 01:00

Públicado em 

22 nov 2023 às 01:00

Colunista

Dengue
Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, vírus zika e chikungunya Crédito: Divulgação
No que diz respeito à dengue, 2023 está sendo alarmante no Espírito Santo. Até novembro, foram registradas 91 mortes pela doença, um número expressivamente superior ao de 2022, quando ocorreram seis mortes durante todo o ano. É a maior epidemia de dengue já registrada pelo Estado, de acordo com o  subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, em entrevista à Rádio CBN Vitória.
Com a Covid-19 controlada, resultado da vacinação em massa da população, a dengue volta a ser a grande preocupação epidemiológica do país, como sempre foi.
A explicação para o aumento da mortalidade pode estar na volta da circulação do sorotipo 2 da doença após quatro anos no Estado, como mostrou o rastreamento realizado pelo Laboratório Central (Lacen) em março. A dengue tem quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4. Quando uma pessoa é infectada por um deles, ela tem imunidade temporária apenas para esse, ficando vulnerável aos demais.
E os especialistas já alertam: 2024 deve ser ainda pior no Brasil. Em entrevista à Folha de S.Paulo, os infectologistas Júlio Croda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, e Carlos Magno Fortaleza apontam para a ameaça de uma epidemia causada pelo sorotipo 3, já encontrado no Norte do país. Por enquanto, esse sorotipo (assim como o 4) não está em circulação no Espírito Santo.
O  El Niño e o aumento das temperaturas do planeta têm impacto na proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, o que fez aumentar os casos no período interepidêmico. E o verão, que é o período epidêmico, pode ter um pico de casos.
Ao mesmo tempo, 2023 trouxe boas notícias: a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina Qdenga, da fabricante japonesa Takeda no Brasil. É o imunizante que, em outubro, passou a ser recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em regiões com carga e transmissão elevadas de dengue. É considerada a primeira vacina com potencial para uso mais amplo.
O Ministério da Saúde não informou se há previsão para que a vacina chegue ao SUS. A incorporação da vacina  depende de uma análise da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde). A pasta diz aguardar informações da fabricante para que o processo prossiga. Atualmente, assim como a vacina Dengvaxia (que só pode ser usada por quem já teve a doença), a Qdenga só é encontrada atualmente na rede privada.
O combate à dengue requer um poder público atuante nos níveis federal, estadual e municipal, com políticas públicas contínuas de fiscalização e prevenção. Para 2024, todos precisam estar ainda mais preparados para o crescimento dos casos. A população também tem as suas responsabilidades no combate aos focos do mosquito. É preciso uma atitude menos omissa, tanto individual quanto coletiva. A dengue está matando gente demais, não dá para continuar aceitando essa derrota.

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