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Opinião da Gazeta

Do pré-sal aos parques eólicos, história da Petrobras no ES se consolida

O pré-sal, há 15 anos, abriu novas possibilidades de recursos energéticos e formatou uma cadeia produtiva que fortaleceu o Espírito Santo. Mas há muito mais pela frente

Publicado em 22 de Setembro de 2023 às 01:00

Públicado em 

22 set 2023 às 01:00

Colunista

petrobras
O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates Crédito: Fernando Madeira
"Dia 2 de setembro de 2008. Essa data entra para a história do petróleo no Brasil. Começou no Espírito Santo, no Campo de Jubarte, a produção da camada pré-sal. Assim, o país galga posição de grande destaque entre as potências petrolíferas mundiais. A ascensão é dupla: em quantidade e em qualidade."
Assim começava o editorial de A Gazeta sobre o início da produção de petróleo no pré-sal  no país, tendo como marco zero o Litoral Sul do Espírito Santo, onde o presidente Lula, em seu segundo mandato, protagonizou uma solenidade simbólica de extração do primeiro óleo. Um dia cercado de otimismo. 
Nesta semana, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, visitou o Espírito Santo para as comemorações dos 15 anos do pré-sal, que se mostrou viável e lucrativo nos anos que se seguiram. Atualmente no país, são 31 plataformas atuando na camada, sendo 23 inteiramente dedicadas a essa produção. O pré-sal responde por 78% da produção brasileira, segundo a Petrobras.
Mas a passagem do executivo pelo Estado, mais que olhar para o passado, mirou o futuro. "Nós não vamos sair de Vitória, não vamos sair do Espírito Santo", enfatizou, ao anunciar os R$ 22 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás. A operação do navio-plataforma Maria Quitéria, previsto para iniciar a retirada do primeiro óleo em 2025, vai operar no pré-sal do campo Jubarte e vai ter capacidade de produção de 100 mil barris de petróleo por dia.
Também foi alvissareira a sinalização, pelo presidente da estatal, de que as duas unidades de tratamento de gás da empresa  no Espírito Santo, em Linhares e Anchieta, passaram a ser estratégicas diante da pressão da indústria e do próprio governo federal para que a Petrobras amplie a oferta de gás ao mercado. E há planos de que a infraestrutura de dutos das duas plantas sirvam no futuro também para o hidrogênio, uma aposta de combustível industrial no futuro.
A transição energética está sendo encaminhada também com os investimentos em dois parques eólicos no Litoral Sul, entre as cidades de Itapemirim e Presidente Kennedy: um em parceria com a Equinor, a estatal norueguesa do petróleo, outro 100% da petroleira brasileira. Um empreendimento de médio prazo, que vai aproveitar a expertise da estatal nas atividades offshore, mas que também vai exigir novos conhecimentos e tecnologia.
O pré-sal, há 15 anos, abriu novas possibilidades de recursos energéticos e formatou uma cadeia produtiva que fortaleceu o Espírito Santo. Mas há muito mais pela frente: o gás natural e a infraestrutura de sua produção abrem novas possibilidades de investimentos. Assim como o potencial da energia eólica, abrindo novas frentes produtivas. A Petrobras, ao propor essa diversificação, consolida uma relação que sempre foi promissora com o Espírito Santo.

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