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Opinião da Gazeta

Eleições sob alerta de disseminação de vírus e notícias falsas

Com a impossibilidade de manter comícios e corpo a corpo com os eleitores devido à pandemia, redes sociais ganham ainda mais peso. Justiça Eleitoral tem obstáculos redobrados na missão de impedir uma guerrilha virtual que interfira na soberania das urnas

Publicado em 22 de Agosto de 2020 às 06:00

Públicado em 

22 ago 2020 às 06:00

Colunista

Urna eletrônica
Legislação brasileira começa a avançar contra as campanhas de desinformação para garantir soberania das urnas Crédito: Nelson Jr./Ascom/TSE
Cercadas de ineditismos, as eleições municipais de 2020 põem em alerta os mais diversos setores da sociedade. O primeiro e mais óbvio motivo é a segurança sanitária, mas a pandemia do novo coronavírus, somada a novas regras e velhos problemas, traz importantes desdobramentos para os quais o Brasil não está plenamente preparado. Outro tipo de disseminação, não a do vírus, mas a de notícias falsas, levanta especial preocupação quanto ao desequilíbrio do jogo democrático nestes tempos movediços.
Com a impossibilidade de manter os tradicionais comícios e corpo a corpo com os eleitores, devido ao distanciamento social, as redes sociais ganham ainda mais peso neste ano. Para sete partidos do Espírito Santo, o desafio é ainda maior, já que estarão fora da propaganda na TV e no rádio, atendendo às normas estipuladas pela minirreforma eleitoral, que entram em vigor neste pleito. As redes sociais serão o grande campo de batalha, e a Justiça Eleitoral tem obstáculos redobrados na missão de impedir uma guerrilha virtual sem limites, que interfira no debate plural, na paridade entre os candidatos e na soberania das urnas.
Campanhas de desinformação nos pleitos não são novidade, mas foram amplificadas por duas características do mundo digital: agilidade e onipresença. Nem mesmo democracias consolidadas estão imunes, como provaram os escândalos da Cambridge Analytica e da russa Internet Research Agency na manipulação de eleitores nos EUA.
A última corrida presidencial no Brasil também deixou claro que, além de palanque digital, o potencial da internet tem sido desvirtuado com ataques cibernéticos, perfis falsos e disparos em massa de fake news. Quatro das oito ações no TSE que pedem a cassação da chapa Bolsonaro – Mourão estão ligadas à disseminação de notícias falsas. A CPMI das Fake News foi criada justamente com o propósito de investigar a manipulação cibernética no pleito de 2018 e conseguiu desbaratar esquemas que continuaram ativos mesmo após a posse, mas ainda não deixou legado concreto para a votação que se avizinha.
A legislação brasileira começa a avançar por esse campo minado. Para as eleições deste ano, uma série de alterações buscam garantir a lisura do processo, como a exigência de registro das redes sociais e páginas dos candidatos e as limitações ao impulsionamento de propaganda eleitoral. Mas é consenso entre especialistas que o arcabouço jurídico existente é incapaz de evitar a manipulação de dados e informações.
O Código Penal, com artigos sobre calúnia e difamação, e o regramento eleitoral não conseguem fazer frente ao problema, especialmente sem o comprometimento das gigantes da internet, como Google e Facebook, para identificar e punir os intrincados esquemas de anúncios automáticos, venda de dados pessoais de usuários e fazendas de likes que se utilizam das suas plataformas para corroer a democracia. Ao mesmo tempo em que cobram medidas de empresas e do TSE, no entanto, candidatos e eleitores devem assumir sua parcela de responsabilidade na higidez das eleições, ao não alimentar boatos e inverdades. Nessa tarefa cívica, terão o jornalismo profissional como aliado. 

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