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Opinião da Gazeta

Fábrica de veículos elétricos da GWM vai chegar em boa hora ao ES

A grandiosidade desse negócio mostra que a infraestrutura logística precisa estar adequada para conseguir atrair o interesse de empresas desse porte

Publicado em 16 de Janeiro de 2026 às 01:00

Públicado em 

16 jan 2026 às 01:00

Colunista

Fábrica da GWM em Iracemápolis, em São Paulo
Fábrica da GWM em Iracemápolis, em São Paulo Crédito: Divulgação/GWM
Dedos cruzados para que tudo se encaminhe nos trilhos, depois da assinatura de um termo de compromisso entre a montadora de automóveis GWM (Great Wall Motors) e o governo do Espírito Santo para a implantação de um parque fabril em um dos municípios que integram o  Parklog/ES. Ao que tudo indica, a planta deve ficar em Aracruz.
A chegada da montadora não poderia ser em melhor hora. Primeiramente, para se instalar na região em que vai se consolidar o próprio parque logístico que reúne Aracruz, Colatina, Fundão, Ibiraçu, Jaguaré, João Neiva, Linhares, Marilândia, Serra e Sooretama. O que se desenha é um novo ciclo de desenvolvimento para o Estado, ancorado pelos três portos de Aracruz:  Barra do Riacho, Portocel e Imetame. 
Um espaço integrado à primeira Zona de Processamento e Exportação (ZPE) privada do Brasil, com incentivos fiscais, cambiais e burocráticos para a instalação de um novo polo industrial. O que, neste momento em que o Estado traça novas rotas para superar as perdas que deve sofrer com a reforma tributária, é muito oportuno. Diversificação econômica e competitividade são os dois caminhos para continuar atraindo investimentos para a economia capixaba.
O Espírito Santo certamente se destacou com os projetos e investimentos previstos para a região. A GWM já informou, antes do anúncio do termo de compromisso, que o investimento total da montadora no Brasil será em torno de R$ 10 bilhões em dez anos. De 2027 a 2032, serão aplicados mais de R$ 6 bilhões. O esforço agora é para que as intenções da gigante chinesa se confirmem.
A grandiosidade desse negócio mostra que a infraestrutura logística precisa estar adequada para conseguir atrair o interesse de empresas desse porte. Rodovias, ferrovia, portos... só consegue chamar atenção de investidores quem se prepara para recebê-los com tapete vermelho.
Será a segunda fábrica da montadora no Brasil, mas ainda não foram divulgados os números referentes à capacidade de produção ou à geração de empregos. É certo que serão cifras relevantes. O Espírito Santo precisa continuar aprimorando sua infraestrutura para promover uma economia cada vez mais sofisticada e capaz de enfrentar os novos cenários.

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