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Opinião da Gazeta

Fim dos supersalários: governo e Congresso precisam cumprir suas promessas

O fim dos supersalários é um legado político que toda pessoa com vida pública deveria almejar. Não somente por proporcionar mais racionalidade no gasto público, mas por aplacar uma de nossas maiores injustiças

Publicado em 07 de Fevereiro de 2025 às 01:00

Públicado em 

07 fev 2025 às 01:00

Colunista

Brasília (DF) 05/02/2025 Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante coletiva após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante coletiva após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Crédito: Lula Marques/ Agência Brasil
Quando o Congresso Nacional aprovou em dezembro passado a Emenda Constitucional 135 para cortar gastos do governo, ficou prevista a regulamentação dos supersalários — as remunerações que furam o teto salarial dos servidores com auxílios, abonos e outros subterfúgios popularmente chamados de "penduricalhos".
Regulamentação que deveria significar uma redução a pó desses privilégios, mas que na prática pode acabar sendo puro  ilusionismo. Um exemplo é o PL dos Supersalários, em trâmite no Congresso desde 2016.  Ao passar pela Câmara foram incluídas no projeto de lei 32 exceções para o pagamento acima do teto salarial, resultado do lobby das carreiras mais poderosas do funcionalismo. A bola agora está com o Senado.
Contudo, nesta semana, surgiu uma nova esperança em Brasília de se encaminhar a redução  efetiva dessa extavagância que distancia tanto essa elite do funcionalismo do restante da população (inclusive a maioria dos servidores públicos). A PNAD Contínua de 2023 apontava que cerca de 0,3% dos servidores efetivos do país são beneficiados com supersalários. São os escolhidos da República: poucos, mas poderosos.
Na quarta-feira (5), a limitação do supersalários apareceu entre as 25 prioridades da pauta econômica entregues pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao novo presidente da Câmara, Hugo Motta.
É o encaminhamento legislativo da regulamentação prevista no fim do ano, e espera-se que não permaneça tão desidratada. "Acredito que o Congresso vai saber lidar com isso e, na minha opinião, vejo sensibilidade hoje para algo que já se tornou quase um clamor social", explicou o ministro em entrevista concedida à colunista Míriam Leitão, do jornal O Globo.
Ele tem razão.  Essa agenda une o Brasil, sendo  provavelmente uma das pautas sobre as quais há mais consenso da opinião pública. Mas é ao mesmo tempo a que menos anda: quantas previsões de reforma administrativa nadaram e morreram na praia nas últimas décadas? A fala de Haddad precisa se traduzir em empenho do governo federal pela redução dos gastos, encontrando eco no Congresso.
O fim dos supersalários é um legado político que toda pessoa com vida pública deveria almejar.  Não somente por proporcionar mais racionalidade no gasto público,  mas por aplacar uma de nossas maiores injustiças.

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