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Opinião da Gazeta

Furto de fios de cobre: polícia não pode dar trégua a receptadores

É importante que as autoridades de segurança trabalhem com estratégia para combater o crime, como na Operação Vastum, realizada nesta terça-feira (4) em estabelecimentos especializados em produtos recicláveis da Grande Vitória

Publicado em 06 de Junho de 2024 às 01:00

Públicado em 

06 jun 2024 às 01:00

Colunista

Operação mira venda receptação e venda de cobre furtado na Grande Vitória
Operação mira venda receptação e venda de cobre furtado na Grande Vitória Crédito: Divulgação | Sesp
Furto de fios de cobre não é um crime novo na Grande Vitória, há registro deles no noticiário de A Gazeta desde a década de 1980. Mas se antes era praticamente relegado às notas de rodapé de página, com um ou outro caso de maior impacto na iluminação pública, da última década para cá ficou evidente o estabelecimento de uma rede muito bem montada para alimentar esse comércio ilícito.
Virou praticamente uma epidemia durante os anos da crise sanitária da Covid-19, inflada pela interrupção da produção do material  em países como o Chile e pela alta do dólar. A frequência dos furtos e o elevado volume de cabos arrancados mobilizaram a Prefeitura de Vitória a iniciar a substituição por alumínio, material mais barato e sem o mesmo apelo no mercado paralelo.
Mas se até então a falta de energia era o principal transtorno, com impactos até no trânsito com os apagões nos semáforos, cresceram nos últimos anos as reclamações de interrupção nos serviços de telefonia e internet. Os furtos não pararam e ficaram também mais frequentes no interior do Estado.
A questão é que quem pratica esses furtos nas ruas sabe onde há demanda por cobre. E geralmente são pessoas em situação de vulnerabilidade social, que precisam de dinheiro fácil e rápido.
É importante que as autoridades de segurança trabalhem com estratégia para combater o crime, como na Operação Vastum, realizada nesta terça-feira (4) em estabelecimentos especializados em produtos recicláveis da Grande Vitória. Atacar a receptação do material é o primeiro passo para desarticular essa rede. Seis pessoas foram detidas, quatro estabelecimentos interditados.
São investidas policiais que não podem ser pontuais. O secretário de Estado da Segurança Pública, Eugênio Ricas, prometeu regularidade nessas ações. Os trabalhos de investigação precisam ser robustos, com o mapeamento de possíveis pontos de coleta para se chegar a receptadores e ferros-velhos clandestinos onde o material furtado é negociado. E, sobretudo, chegar aos grandes empresários que, na outra ponta, conseguem fazer a "lavagem" desse metal roubado e comercializá-lo dentro da legalidade. 
As forças policiais não podem dar trégua a quem faz a receptação desse material furtado, o que tem causado prejuízo demais em serviços importantes que são prestados à população. Mas é importante também atingir o próximo degrau dessa cadeia criminosa. 

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