A queima da palha do café na secagem do grão, uma etapa fundamental para garantir um café de qualidade, gera excesso de fumaça e poeira, com impactos ambientais e sanitários que pareciam incontornáveis. Mas a substituição desse processo com o uso de gás (natural ou GLP), como mostrado pela coluna de Abdo Filho, começa a transformar a realidade da produção cafeeira capixaba.
É um exemplo que mostra que a inovação no agro é capaz de proporcionar mais produtividade e qualidade e ainda garantir um processo mais sustentável.
No caso da secagem do café, o novo modelo reduz as emissões e oferece mais segurança. Não há desenvolvimento pleno sem proteção ambiental. E o gás está presente na transição energética.
A prosperidade do agronegócio está também amparada na sustentabilidade ambiental, com uso responsável dos recursos hídricos e preservação florestal estando na base desse processo.
Mas há muito mais a ser feito. Iniciativas científicas e tecnológicas que busquem esse equilíbrio devem ser incentivadas pelo poder público, pois além de tudo são um diferencial competitivo.
Já há iniciativas nesse sentido no Espírito Santo, como a parceria feita pelo Centro do Comércio de Café de Vitória e ES Gás, e o projeto Cafeicultura Sustentável coordenado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Inovação que reduza os impactos ambientais deve ser um caminho sem volta.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) que acabou de entrar em vigor mostra um cenário em que o compromisso com boas práticas ambientais no campo vai ser determinante para o fechamento de negócios. A inovação pode fazer a diferença.
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