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Opinião da Gazeta

Intrigas internacionais de Lula atrapalham o Brasil interna e externamente

O presidente foi à China em uma viagem produtiva, com a assinatura de acordos comerciais, mas trouxe também uma bagagem pesada de desavenças com outro parceiro importante, os Estados Unidos, ao não medir as próprias palavras

Publicado em 20 de Abril de 2023 às 01:00

Públicado em 

20 abr 2023 às 01:00

Colunista

Lula
Lula com Mohamed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes, durante passagem pelo país Crédito: Abdulla Al Neyadi/UAE Presidential Court/Handout via REUTERS
O presidente Lula mete os pés pelas mãos ao priorizar aquilo que parece ser uma jornada pessoal de comprovação de sua relevância internacional em detrimento da recondução diplomática brasileira aos trilhos, com diálogo e neutralidade, após os estragos dos anos bolsonaristas.
Mesmo que já tenha tentado corrigir a rota após dar um equivocado grau de equivalência entre Rússia e Ucrânia, com a  afirmação de que "a decisão pelo conflito foi tomada por dois países", há um desgaste desnecessário da imagem do Brasil que tem impactos tanto internos quanto externos. A fala problemática se deu na escala em Abu Dhabi no domingo (16), após visita oficial à China.
Lula certamente se deu conta dos estragos, um dia após o governo dos EUA afirmar que o Brasil está "papagueando", ou seja, repetindo, a propaganda sobre a guerra na Ucrânia disseminada por Rússia e China. Durante um almoço no Palácio do Itamaraty na terça-feira (18), o presidente condenou a "violação da integridade territorial" da Ucrânia. 
Com declarações equivocadas, Lula cria intrigas internacionais despropositadas, na tentativa de se credenciar como negociador da paz. Como é possível mediar um conflito entre duas nações, o maior dos últimos 30 anos, sem uma postura imparcial? Foi dessa forma, dosando neutralidade  e pragmatismo, que o Brasil conseguiu respeito diplomático, mas o atual presidente acaba repetindo os equívocos de seu antecessor na política externa. Inclusive, por se alinhar à Rússia.
O presidente Lula foi à China em uma viagem produtiva, com a assinatura de acordos comerciais, mas trouxe também uma bagagem pesada de desavenças com outro parceiro importante, os Estados Unidos, ao não medir as próprias palavras. Ao não fazer diplomacia.
Lula precisa contribuir mais para a recuperação da imagem perdida do Brasil, com o protagonismo do equilíbrio diplomático e da defesa dos direitos humanos. Isso tem um peso econômico por balizar a própria capacidade de atrair investimentos: o dinheiro entra no país se há segurança institucional e defesa de valores democráticos.

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