A longa obra de reurbanização que deu uma nova cara à Avenida Leitão da Silva, em Vitória, completa cinco anos no próximo mês de dezembro, mas não sem percalços.
Quem passa pela via atualmente encontra a pavimentação bastante irregular no trecho entre as avenidas Cezar Hilal e Rio Branco, por conta de emendas feitas após intervenções da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan). E em vários trechos os bueiros desnivelados, uma crítica antiga desde a inauguração, em 2019, continuam preocupando os usuários pelo risco de acidentes.
A buscas por respostas pela reportagem de A Gazeta acabou trazendo novamente para a luz do dia um impasse entre as esferas municipal e estadual que, a bem da verdade, se manteve desde a inauguração: quem é o responsável pela manutenção da via?
A reforma da Leitão da Silva foi executada pelo governo do Estado, através do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES). O próprio órgão já havia informado que a obra teria uma garantia de cinco anos, inclusive a empresa responsável pela obra já foi acionada para tapar buracos em novembro de 2022, mas ao contato da reportagem o DER preferiu não se posicionar sobre isso.
Do outro lado, a Prefeitura de Vitória alega que a via ainda não foi entregue à municipalidade, mas em 2020 uma ação para tapar buracos foi executada pela antiga gestão. E a Cesan, que realiza intervenções para a construção de reservatório de água no alto do São Benedito, afirma que os buracos são tapados diariamente.
É incompreensível que não exista algum tipo de contrato que aponte de quem é a responsabilidade pela avenida, a esta altura do campeonato. Existe mesmo um seguro de cinco anos? Os termos do que foi ajustado entre governo e prefeitura, no início das obras em 2014 ou no fim delas, em 2019, precisam aparecer. Esse jogo de empurra, que não é novidade, só prejudica a população. Os cidadãos têm o direito de saber a quem devem ser direcionadas as cobranças sobre a manutenção da Leitão da Silva.
O cidadão quer resolutividade, seja de quem for. Todos os envolvidos recebem dinheiro dos impostos pagos pela população para solucionar os problemas, não para criar outros.