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Opinião da Gazeta

Mesmo com chuvas, rodovias do ES precisam ser mais seguras

Todas as interdições provocam prejuízos econômicos, com as limitações impostas ao transporte de cargas. Sobretudo na BR 101, o principal eixo logístico do Espírito Santo

Publicado em 21 de Dezembro de 2022 às 01:00

Públicado em 

21 dez 2022 às 01:00

Colunista

Caminhões
Obras do desvio na BR-101 em São Mateus Crédito: Célio Ferreira
Que está chovendo demais desde novembro no Espírito Santo não é novidade para ninguém. O que tem causado ainda mais apreensão neste finalzinho de 2022 é o impacto destruidor desse aguaceiro nas rodovias federais e estaduais, dando ao menos a impressão de que as vias estão sendo mais castigadas do que em períodos anteriores de chuva intensa.
O trecho Norte da BR 101 é o epicentro, com episódios recorrentes de erosão asfática. Em Aracruz, no km 171, o asfalto cedeu e provocou a interdição da via por mais de uma semana, até a Eco101 liberar um desvio para a execução das obras, com prazo de 30 dias. Nesta semana, mais uma interdição total no km 71,5, em São Mateus, com a abertura de uma cratera. Serão mais 60 dias até a remodelação da via.
Na malha estadual, nesta terça-feira (20) havia o registro oficial de quatro rodovias com ponto de interdição total, em municípios do Norte do Estado. As sete rodovias estaduais que estão parcialmente interditadas localizam-se também em outras regiões.
Todas as interdições provocam prejuízos econômicos, com as limitações impostas ao transporte de cargas. Sobretudo na BR 101, o principal eixo logístico do Espírito Santo. Neste ano, não há registro de incidentes graves na infraestrutura da BR 262, como já houve em outras ocasiões, com deslizamentos de terra bloqueando a pista.
Para os usuários de veículos de passeio ou ônibus, a necessidade de realizar desvios para chegar ao destino pode causar um acréscimo de até duas horas e meia na viagem, em alguns trechos. As chuvas previstas para o fim do ano prometem atrapalhar bastante a programação de motoristas e passageiros no Natal e no ano-novo.
Em meio ao fim da concessão da BR 101, a recorrência de crateras colossais, deslizamentos e alagamentos que provocam a interrupção do trânsito precisa encabeçar as preocupações sobre o futuro da rodovia. A duplicação no trecho Norte não avançou em função dos entraves das licenças ambientais, mas o que se testemunha atualmente coloca em xeque a própria manutenção da BR 101, a cargo da concessionária.
Obviamente, chuvas fortes são incontroláveis e, dentro de um cenário de eventos climáticos extremos em todo o planeta, serão cada vez mais comuns, mas é preciso investigar se há alguma falha estrutural acentuando a destruição das pistas. Será a qualidade do asfalto? Problemas na execução das obras? Infiltrações de barragens ou escoamento de rios? Com estudo e técnica e um poder público atuante na fiscalização, é possível conseguir as respostas e construir e manter as rodovias mais seguras, mesmo quando chove.

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