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Opinião da Gazeta

'Minha Casa' em Linhares: espera por imóvel levou quase uma vida

Há algo muito errado quando um programa habitacional, uma urgência para famílias mais pobres, atravessa tantos governos para se concretizar. A espera acaba nesta sexta-feira (16)

Publicado em 16 de Maio de 2025 às 01:00

Públicado em 

16 mai 2025 às 01:00

Colunista

Residencial Mata do Cacau, em Linhares
Residencial Mata do Cacau, em Linhares Crédito: Cobra Engenharia/Divulgação
Foram 15 anos para que as 917 casas do Residencial Mata do Cacau, em Linhares, começassem a ser entregues pelo governo federal. Como força de expressão, dá para dizer que demorou uma vida para que esse empreendimento do Minha Casa Minha Vida começasse a cumprir o seu papel de dar um teto a tantas famílias. Habitação é uma urgência, não pode esperar. 
E, além do drama pessoal dessa demora — as obras começaram no governo Lula 2 em 2010 e só foram terminadas no Lula 3, com outros três presidentes nesse intervalo —, essas casas, com padrão simples e sem grandes exigências de engenharia e arquitetura, acabam simbolizando a ineficiência estatal no cumprimento de seus deveres.  
O que fica ainda mais explícito nos prejuízos. O custo inicial do empreendimento, em 2010, foi de R$ 40 milhões. Agora, serão entregues por R$ 97,7 milhões, segundo o Ministério das Cidades. A previsão de entrega inicial era 2012, mas os imóveis não tinham nem água encanada nem esgoto.
A deterioração da obra foi inevitável nesse tempo todo. Os imóveis sofreram com inundações do Rio Doce em 2012 e 2013. Somente em 2018, as obras de diques para evitar esses alagamentos foram concluídas. A promessa, então, era de que as casas seriam entregues naquele ano. Nada aconteceu.
Tantas intempéries expõem uma trágica situação brasileira, porque mesmo que o país invista em programas de moradia, o planejamento e a execução ainda são precários demais. Também houve recorrentes atrasos no repasse de verbas. É um sonho para famílias de baixa renda — no caso do Residencial Mata do Cacau,  aquelas que recebem de zero até três salários mínimos, inscritas no CadÚnico — que acabou se transformando em um pesadelo.
Moradia é dignidade. Com a entrega das casas, espera-se que as famílias beneficiadas tenham um destino mais digno. E, principalmente, que tanto desperdício de dinheiro público com obras atrasadas e mal planejadas deixe de ser um retrato do Brasil que não dá certo.

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