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Opinião da Gazeta

Moradores do Condomínio Ourimar têm direito de viver em paz

Até o fim da última década, se noticiava de tudo no Ourimar: tráfico, expulsões de apartamentos, mortes, execuções, estupros, ostentação de armas, torturas e, em consequência, muitas operações policiais

Publicado em 14 de Julho de 2025 às 01:00

Públicado em 

14 jul 2025 às 01:00

Colunista

Condomínio Ourimar
Condomínio Ourimar Crédito: Glacieri Carraretto/Arquivo
Em 2026, serão dez anos desde que as 608 famílias de baixa renda contempladas pelo Minha Casa Minha Vida começaram a ocupar as unidades do conjunto habitacional Ourimar, na Serra, a poucos metros da praia de Manguinhos. Um sonho que em muito pouco tempo se transformou em pesadelo, com a chegada de traficantes que invadiram residências e tiraram a paz de quem vive ali.
Até o fim da última década, se noticiava de tudo no Ourimar: tráfico, expulsões de apartamentos, mortes, execuções, estupros, ostentação de armas, torturas e, em consequência, muitas operações policiais. Em 2019, a Justiça determinou a desocupação de 93 apartamentos em situação irregularEm 2020, um motoboy desapareceu após entregar medicamentos no condomínio. Até o ano passado, não havia respostas sobre o caso. O Ourimar nunca pôde ser chamado de lar pelas pessoas de bem que tiveram o direito à habitação.
Nos últimos cinco anos, as notícias sobre o Ourimar ficaram mais escassas, o que não necessariamente significa que os moradores tenham conseguido ter mais tranquilidade. Na semana passada, o condomínio voltou aos holofotes, com uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (Ficco/ES) para combater um grupo que continua atuando no tráfico de drogas e aterrrorizando os moradores neste ano de 2025. Ou seja, as famílias permanecem vivendo sob algum nível de intimidação do crime, por mais que as ocorrências mais graves tenham sumido do noticiário.
Agentes da Polícia Federal e da Guarda Municipal da Serra cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na "Operação Pela Ordem" em residências e em um estabelecimento comercial utilizado como ponto de tráfico. Também foram cumpridos dois mandados de prisão temporária. Dois investigados estavam foragidos até o fim da operação.
O silêncio, como se vê, nem sempre é sinal de paz. É importante que as atenções das forças de segurança permaneçam voltadas para o local, com esse histórico de violência. A vitória sobre os criminosos que atuam no condomínio não pode ser só temporária, pois outros traficantes acabam ocupando  as posições do crime.
A vigília e a repressão, com estratégia, por parte das autoridades deve ser constante. O Ourimar precisa se livrar desse estigma de criminalidade para que os moradores possam viver em paz e com dignidade. Isso não é um favor, é um direito que eles têm.

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