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Opinião da Gazeta

Não é só Mimoso do Sul: todos já sabem que devemos nos preparar para o pior

Mimoso do Sul, com seus 24.475 habitantes, é apenas um microcosmo de um descaso que é nacional. A tragédia do Rio Grande do Sul vem também para mostrar que essa mentalidade precisa mudar

Publicado em 10 de Maio de 2024 às 01:00

Públicado em 

10 mai 2024 às 01:00

Colunista

Mimoso do Sul
A Gazeta volta em Mimoso do Sul após quase um mês da tragédia causada pelas chuvas Crédito: Fernando Madeira
Medidas preventivas destacadas pelo Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), da Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), elaborado em 2013 e 2014, poderiam ter mitigado os estragos por um entendimento que, embora cada vez mais difundido, ainda não foi internalizado por aqueles que têm o poder das grandes decisões: é preciso se antecipar aos eventos climáticos extremos. 
Em relação às inundações, o plano estadual para Mimoso do Sul apontou áreas com previsão de serem inundadas em um período de até 100 anos. Se não houver uma mudança capaz de reorganizar as cidades e recuperar rios e vegetação nativa, os desastres naturais serão rotina.
Entre as ações sugeridas, estavam a dragagem e a derrocagem do Rio Muqui do Sul, a dragagem e a construção de barragem no Córrego Belo Monte e as dragagens nos córregos da Serra e de Santa Marta. Nada foi feito.
Mimoso do Sul,  com seus 24.475 habitantes, é apenas um microcosmo desse descaso que é nacional.
O que está sendo testemunhado no Rio Grande do Sul, neste momento, começa a dar a dimensão de um novo normal, para usar o bordão desgastado pela pandemia, mas que cabe bem às tragédias climáticas. É inacreditável que um estado de grande extensão territorial esteja praticamente isolado pelas inundações sem proporções. A capital, Porto Alegre, praticamente submersa
O Rio Grande do Sul e Mimoso do Sul mostram que investimentos em prevenção, com reordenamento urbano e recuperação ambiental, são mandatórios. É como se não houvesse mais um lugar seguro. E na verdade não há. Por isso é preciso pensar no amanhã, mas agir agora.

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