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Opinião da Gazeta

Parque Paulo César Vinha vai renascer das cinzas, o que não minimiza tragédia atual

Reserva localizada em Guarapari teve 40% de sua área consumida pelas chamas. Recuperação da área alagada deve levar seis meses, a depender do período de chuva, segundo Iema

Publicado em 28 de Setembro de 2022 às 01:00

Públicado em 

28 set 2022 às 01:00

Colunista

Paulo César Vinha
Área queimada após mais de 24 horas de chamas no parque Paulo César Vinha Crédito: Vitor Jubini | A Gazeta
O Parque Estadual Paulo César Vinha, em Guarapari, abriga um ecossistema costeiro importante: a restinga. Formado no período de chuvas por lagoas que se interligam por lençóis subterrâneos, a reserva corre mais riscos quando atravessa os períodos de seca. Na última quinta-feira (22), um incêndio de grandes proporções tomou conta do parque, cobrindo de fumaça os bairros próximos e regiões mais distantes, como o Centro de Vitória na sexta-feira (23). Somente na segunda-feira (26), o fogo foi considerado controlado pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).
As imagens aéreas mostraram os estragos causados pelo fogo, dando a dimensão das perdas. De acordo com o Iema,  aproximadamente 40% dos 15 km² da reserva foram consumidos pela chamas, percentual que ainda vai ser confirmado oficialmente com um rastreamento da área por drones. Diante de tanta destruição, parece que tudo está perdido.  "A área alagada tem uma forte resistência, pode se recuperar naturalmente em até seis meses, dependendo do período de chuva", afirmou em entrevista à Gazeta Rodolpho Torezani, gerente do Iema.
O incêndio está sendo comparado a outro de grandes dimensões na reserva, em 2014. Na época, moradores de bairros como a Praia do Morro,  em Guarapari, a mais de 8 km do local do incêndio, relataram fumaça e fuligem.
Com as alterações climáticas, haverá cada vez mais imprevisibilidade de determinar longos períodos de seca, quando a vegetação fica mais vulnerável às queimadas. O poder público tem um papel importante no monitoramento e na prevenção desses episódios, mas não se pode desconsiderar o caráter criminoso de muitos incêndios ambientais. No caso atual, é preciso descobrir o que originou a queimada. Há registros de incêndios criminosos no parque: em 2002, por exemplo, um laudo do Corpo de Bombeiros atestou que um incêndio no parque foi gerado propositalmente às margens da Rodosol.
Os casos de incêndio em vegetação no Espírito Santo tiveram um aumento de 7% neste ano, na comparação com 2021. Foram  1.864 registros, de janeiro a julho.  Agosto e setembro também tiveram episódios recorrentes, o que deve engrossar ainda mais as estatísticas. 
O Parque Estadual Paulo César Vinha é um tesouro capixaba que deve se recuperar das feridas, como em outras ocasiões. Mas isso não minimiza a tragédia que é ver tamanha biodiversidade destruída pelas chamas. Incêndios criminosos devem ser combatidos com o rigor da lei.

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