A ascensão do filho do vice-presidente Hamilton Mourão ao cargo de assessor especial da presidência do Banco do Brasil é inadequada. Mesmo que Antonio Hamilton Rossell Mourão seja um funcionário de carreira da instituição, o salto para um cargo com salário estimado em R$ 36 mil dias depois de o seu pai tomar posse pode sugerir que ainda há espaço para os “amigos do rei”, ao contrário do que enfatizaram tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, na véspera, por ocasião da posse dos presidentes da Caixa, do BNDES e do Banco do Brasil.
Membros de um governo que se elegeu prometendo combater a corrupção e os privilégios têm de dar o exemplo. Mesmo que o filho de Mourão tenha de fato méritos para ocupar o cargo, como defendeu o pai. Mais do que nunca, vale a máxima: “À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”.