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Opinião da Gazeta

Radar desligado não é permissão para alta velocidade

Com radar ou sem radar, há limites de velocidade que precisam ser respeitados. Não é pela multa que não virá, mas pelas vidas que podem ser salvas

Publicado em 12 de Abril de 2024 às 01:00

Públicado em 

12 abr 2024 às 01:00

Colunista

Radares
Radares instalados nas rodovias estaduais do Espírito Santo estão cobertos por sacolas plásticas. Crédito: Leitor A Gazeta
As mortes causadas pelos acidentes de trânsito são sempre chocantes,  com vidas interrompidas de uma hora para outra, sem a menor chance. Nesta semana, mãe e filha morreram em um acidente na Rodovia do Sol (ES 060), em Guarapari, após o condutor (marido e pai das vítimas), segundo testemunhas, perder o controle da direção, sair da pista e capotar. Difícil não se sensibilizar.
A brutalidade desses acidentes deveria mobilizar uma reação coletiva, mas não é exagero afirmar que, por mais que cause certa comoção momentânea, a violência no trânsito está sempre no limiar da banalização. No Espírito Santo, em 2023, foram 825 mortes no trânsito, de acordo com o Observatório da Segurança Pública. 
O primeiro passo para mais segurança em ruas, avenidas e rodovias é individual. Imprudência, negligência e imperícia dos condutores são o tripé do que pode dar errado no trânsito. Estudos com frequência apontam que a "falha humana" é a principal causa dos acidentes, e muitas vezes essas falhas estão relacionadas ao desrespeito às regras do trânsito.
Um boa forma de testar o próprio comportamento no trânsito: os 160 radares espalhados pelas rodovias estaduais no Espírito Santo não estão funcionando, por conta do fim do contrato com a empresa terceirizada que realiza a operação dos equipamentos. Eles estão, inclusive, cobertos com sacolas plásticas para facilitar a identificação na hora da retirada, como explicou reportagem deste jornal.
Ora, se o motorista, devidamente habilitado, ao saber que os radares estão desligados, aproveita para pisar mais fundo no acelerador, é sinal de que não está comprometido com um trânsito mais humanizado. Todos devem fazer esse exercício de consciência e, sobretudo, colocá-lo em prática ao volante.
As regras de trânsito, compiladas no Código de Trânsito Brasileiro, existem para colocar ordem no caos. Mas, acima de tudo, devem guiar e construir a prudência ao volante. Com radar ou sem radar, há limites de velocidade que precisam ser respeitados. Não é pela multa que não virá, mas pelas vidas que podem ser salvas. Inclusive a do próprio condutor.

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