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Opinião da Gazeta

Reajuste de servidores: Câmara precisa corrigir populismo do Senado

É inadmissível que uma nação inteira seja sacrificada, enquanto alguns privilegiados se mantenham como meros espectadores da tragédia anunciada

Publicado em 20 de Agosto de 2020 às 18:17

Públicado em 

20 ago 2020 às 18:17

Colunista

Congresso Nacional, em Brasília
Congresso Nacional, em Brasília Crédito: Arquivo/Agência Brasil
O Senado tratou o país como uma brincadeira ao derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro à concessão de reajustes a servidores públicos. Uma irresponsabilidade que não deveria condizer com a câmara alta do Congresso Nacional, não somente pela quebra de pacto, mas por deliberadamente ajudar a empurrar o Brasil para o abismo fiscal.
Essa falta de compromisso pode custar um rombo de R$ 130 bilhões ao país, segundo cálculos do governo federal. Somente no Espírito Santo, o impacto fiscal será de ao menos R$ 250 milhões em dois anos. Valor que se refere apenas a um possível reajuste para as categorias da Saúde e da Educação, sem contar outros setores que estariam blindados do congelamento de salários, como agentes da Segurança Pública e as Forças Armadas.
Nessa perspectiva sombria, é incompreensível a atuação da bancada capixaba. Tanto Fabiano Contarato quanto Marcos do Val engrossaram o coro dos descontentes com o veto, compondo os 42 votos que abriram caminho para o aumento de salários do funcionalismo em 2021. A senadora Rose de Freitas não votou.
O controle desse gasto é a contrapartida essencial para o recebimento da ajuda federal de R$ 60 bilhões por Estados e municípios. Na votação do socorro emergencial, em maio, o Congresso livrou algumas categorias, mas a blindagem foi vetada pelo presidente por influência do ministro Paulo Guedes.
O recuo do Senado tem um tom revanchista e populista inadequado para as emergências do país, justamente quando está sendo estudada a prorrogação do auxílio emergencial, o que dá a real dimensão das disparidades. Enquanto servidores dão as costas para a dramática situação imposta pela pandemia, mais de 50 milhões de brasileiros foram e continuam sendo sacrificados pela falta de empregos e a impossibilidade de trabalhar. Enquanto assalariados tiveram redução de jornada e salários e empreendedores amargam prejuízos e o risco de perder seus negócios, o funcionalismo quer se manter intocável. Pior, à custa do dinheiro do contribuinte que deveria ser direcionado para os setores essenciais.
A Câmara dos Deputados tem nas mãos a oportunidade de reverter esse descalabro, trazendo de volta alguma sanidade. É inadmissível que uma nação inteira seja sacrificada, enquanto alguns privilegiados se mantenham como meros espectadores dessa tragédia anunciada.

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