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Opinião da Gazeta

Roubos nas ruas do ES diminuem, mas quando vamos realmente nos sentir seguros?

O Espírito Santo coleciona avanços na redução de homicídios, ano após ano, e é perfeitamente possível consolidar quedas também nos crimes patrimoniais

Publicado em 04 de Setembro de 2025 às 01:01

Públicado em 

04 set 2025 às 01:01

Colunista

Roubo
Mulher luta com bandido e acaba agredida durante assalto em Itapuã, em Vila Velha, em março do ano passado Crédito: Videomonitoramento
As estatísticas de segurança pública no Espírito Santo trazem boas notícias, como mostrou nesta semana reportagem do Bom Dia ES, da TV Gazeta: índices relacionados aos crimes patrimoniais tiveram redução relevante no primeiro semestre deste ano. O percentual mais expressivo foi relacionado aos roubos em ônibus, que foram de 984 casos de janeiro a junho de 2024 para 434 no mesmo período em  2025, uma queda de 55%.
Os dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) mostram que os roubos em vias públicas também diminuíram no mesmo intervalo: foram de 5.942 casos em 2024 para 4.622 em 2025, o que representa uma redução de 22%. No cômputo geral, os crimes contra o patrimônio tiveram uma redução mais modesta, de 3,9%, com 39.592 notificações em 2024 e 38.028 em 2025.
A revolução tecnológica das câmeras como vigilantes 24 horas por dia da segurança pública certamente tem um peso na redução desses crimes, pois está cada vez mais complicado não ser flagrado durante qualquer ação criminosa. Houve investimentos em videomonitoramento no Sistema Transcol, os cercos inteligentes encontram agulhas no palheiro quando crimes são cometidos, a inteligência artificial também tem cumprido um papel inédito contra o crime.
E é preciso mensurar também o impacto do Projeto Recupera, que estimula a devolução de celulares roubados que circulam no mercado ilegal. Esses aparelhos são os maiores alvos de ladrões. No campo policial, é fundamental que quadrilhas de receptadores sejam desbaratadas, pois é nesse ponto que o roubo se torna um negócio lucrativo. 
Os avanços estão registrados, mas ainda são insuficientes para mudar a percepção das pessoas. A sensação de segurança, muitas vezes, é baseada também em fatores subjetivos, como a proximidade espacial ou pessoal de crimes recentes. Mas é possível que, com resultados que mostrem uma redução consistente nesses crimes, haja uma transformação comportamental. De qualquer forma, vale repetir a máxima de que ruas e espaços públicos ocupados por pessoas também ajudam a afastar a criminalidade, assim como a presença policial, quando necessária.
O Espírito Santo coleciona avanços na redução de homicídios, ano após ano, e é perfeitamente possível consolidar quedas nos crimes patrimoniais. O Anuário de Segurança Pública divulgado em julho mostrou aumento de 21% no número de latrocínios em 2024, um crime que é o ápice monstruoso de um roubo. Sem sombra de dúvidas, a situação que mais tira o sono de quem circula pelas cidades, levando suas vidas. A derrota dos crimes patrimoniais violentos é a vitória da qualidade de vida em qualquer lugar do mundo.

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