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Opinião da Gazeta

Sinal vermelho para a Linha Verde não encerra problema da mobilidade em Vitória

Imposta sem um diálogo transparente com a sociedade, faixa exclusiva acabou provocando uma antipatia no debate público municipal que ofuscou a necessidade indiscutível de mudanças no trânsito da Capital

Publicado em 29 de Janeiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

29 jan 2021 às 02:00

Colunista

Linha Verde
Linha Verde, corredor exclusivo na Avenida Dante Michelini, em Vitória, deixa de existir Crédito: Fernando Madeira
A criação de um corredor exclusivo na Avenida Dante Michelini, em Vitória, para ônibus, vans, táxis  e veículos com pelo menos dois passageiros foi cercada de controvérsia em 2018 e não conseguiu sobreviver à mudança de gestão na Prefeitura de Vitória. A medida, imposta sem um diálogo transparente com a sociedade, acabou provocando uma antipatia no debate público municipal que ofuscou a necessidade indiscutível de mudanças no trânsito da Capital.
Com a chegada de Lorenzo Pazolini à prefeitura, foi anunciado o sinal vermelho para a Linha Verde, decisão que foi sacramentada nesta quarta-feira (27). A administração municipal já deu início à retirada das estruturas que sinalizam a rota exclusiva, mas a discussão sobre os prós e os contras da Linha Verde permanece de pé.
De um lado, usuários de ônibus e especialistas em mobilidade urbana apontando que a existência de corredores estimulam a médio prazo o uso do transporte público e a carona solidária, enquanto que do outro, motoristas e críticos do sistema de transporte retrucam que, com a baixa qualidade dos serviços oferecidos atualmente, não há estímulo algum ao uso de ônibus, e os resultados visíveis da faixa exclusiva, diariamente, são os constantes engarrafamentos.
Desde o início da implementação, a administração de Luciano Rezende enfatizou o caráter educativo da adoção da Linha Verde, o que também foi bastante contestado pela população. Ações na Justiça, movidas por moradores, chegaram a suspender o funcionamento da faixa exclusiva. 
O trânsito da Capital se encontra, como se vê, em uma encruzilhada. E ainda sem sinalização de que caminho seguir. O sepultamento da Linha Verde não é um fim em si mesmo: deve ser o início de uma transformação na mobilidade de Vitória, com estudos e propostas concretas feitas e implementadas pela atual gestão. 
Pazolini garantiu que suas equipes já possuem estudos para implantação da faixa exclusiva em outros pontos da cidade, para gerar fluidez no trânsito. De fato, a implantação da Linha Verde na orla de Camburi também foi criticada por se tratar de uma via com menor circulação de ônibus, se comparada a outros eixos viários. É imprescindível que uma medida com potencial de afetar a rotina de tanta gente seja acompanhada de uma boa gestão das linhas oferecidas.
Vitória é uma ilha que não tem para onde se expandir, nem mesmo em sua porção continental. Incrustrada no centro da Grande Vitória, a Capital é afetada pelo fluxo dos três grandes municípios que a cercam. Interrupções nas Terceira e Segunda Pontes, bem como na BR 101, na região Norte da cidade, afetam toda a dinâmica do trânsito na Capital, formando verdadeiros "nós".
Em todo o mundo, reduzir o número de carros nas ruas é o grande desafio de mobilidade urbana, que precisa estar acompanhado de opções de modais que garantam conforto e segurança a quem decidiu deixar o próprio automóvel em casa. É preciso implementar a "onda verde" semafórica, que realmente faça o trânsito fluir. Não é criando um corredor exclusivo, de forma isolada, que se resolve esse problema como mágica. A gestão municipal precisa de uma visão macro de mobilidade, inclusive com alterações viárias ainda mais consistentes do que a Linha Verde.

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