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Bienal de São Paulo anuncia mais cinco artistas para mostra deste ano

Até agora, foram divulgados 56 participantes da 34ª edição do evento, pouco mais da metade de um total de cerca de 90

Publicado em 11 de Fevereiro de 2021 às 15:39

Agência FolhaPress

Publicado em 

11 fev 2021 às 15:39
Pavilhão Ciccillo Matarazzo, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, na Fundação Bienal de São Paulo
Pavilhão Ciccillo Matarazzo, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, na Fundação Bienal de São Paulo Crédito: Marcos Moreira/Reprodução/Instagram @cacomoreira
A Bienal de São Paulo divulgou, nesta quinta-feira (11), a identidade de mais cinco artistas participantes da sua 34ª edição, adiada para este ano por causa da pandemia. São eles o belga Dirk Braeckman, a dinamarquesa Nina Beier, os americanos Tony Cokes e Vincent Meessen, e o carioca Zózimo Bulbul.
Com isso, são 56 os nomes conhecidos da mostra, pouco mais da metade de um total de cerca de 90. Segundo a organização, a lista completa de artistas da 34ª Bienal será divulgada na segunda quinzena de abril.
A maioria dos artistas anunciados têm carreiras consolidadas, com participações em bienais e em exposições em locais como o MoMA, Museu de Arte Moderna de Nova York, e o Centro Pompidou, em Paris.
Também parecem confirmar algumas das tendências que o evento, nesta edição chefiado pelo italiano Jacopo Crivelli Visconti, já vinha delineando ao longo do último ano. São elas a importância do meio audiovisual -tanto Meesen quanto Cokes trabalham com vídeos- e a ênfase em artistas que exploram a diáspora africana em sua obra.
O último é o caso do cineasta e ator Zózimo Bulbul. Morto há oito anos, ele retratou os dilemas da classe média negra que emergiu no país nos anos 1960, e hoje batiza um festival de cinema negro na capital fluminense. O diálogo de sua obra com trabalhos de outros artistas que também exploram o tema, como a americana Deana Lawson, o compositor sul-africano Neo Muyanga e o cineasta e pesquisador malinês Manthia Diawara, entre outros, promete ser frutífero.
A Bienal também aproveitou para anunciar os próximos passos da sua programação virtual, muito alavancada por causa da pandemia. No próximo dia 25, acontece o terceiro encontro da série "As Vozes dos Artistas", que discute os chamados "enunciados" da mostra, objetos que não são exatamente obras de arte, mas dão pistas sobre os assuntos que estão no cerne desta edição da Bienal -o objeto da vez é o Sino de Ouro Preto, o único cujo repique lamentou a morte de Tiradentes e que, em 1960, foi levado para a inauguração de Brasília a pedido de Juscelino Kubitschek.
O encontro seguinte, marcado para 1º de abril, discute os retratos do abolicionista americano Frederick Douglass.
Em paralelo, são oferecidos dois cursos à distância sobre esses enunciados. Enquanto o primeiro, sobre o Sino de Ouro Preto, está marcado para 4 a 25 de março, o segundo está programado para 8 a 29 de abril.
Para participar desses eventos, é preciso se inscrever no site 34.bienal.org.br/agenda.
Já a exposição principal da Bienal de São Paulo está marcada para o período entre 4 de setembro e 5 de dezembro. No final do ano ano passado, a instituição organizou uma espécie de mostra intermediária no Pavilhão da Bienal, no parque Ibirapuera, chamada de "Vento".

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