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CRÍTICA

"Legítimo Rei" mostra os conflitos entre Escócia e Inglaterra

Filme está em cartaz na plataforma de streaming da Netflix

Publicado em 20 de Janeiro de 2022 às 17:31

Publicado em 

20 jan 2022 às 17:31
Legítimo Rei Crédito: Netflix/Divulgação
Robert I, ou Robert the Bruce, é uma das figuras mais importantes da história da Escócia. Caracterizado como um grande traidor no clássico “Coração Valente” (1995), de Mel Gibson, ele foi rei da Escócia por mais de 20 anos e um dos grandes nomes nos conflitos entre Escócia e Inglaterra pela independência escocesa.
Dirigido por David Mackenzie (do ótimo “A Qualquer Custo”) e disponível na Netflix, “Legítimo Rei” tem a intenção de contar a história de the Bruce de sua coroação até a luta contra os ingleses.
Mesmo sendo uma “continuação em espírito” de “Coração Valente”, “Legítimo Rei” não deve ser comparado do filme de 1995, pois mostra eventos históricos que sucedem a história de William Wallace. A trama do filme é trabalhada muito mais como um recorte histórico e não como um estudo de personagem como era na obra dirigida por Mel Gibson. Outro empecilho que deve ser tirado do caminho é a polêmica causada pelo filme por mostrar o seu protagonista (Chris Pine) em uma cena de nu frontal o que não afeta em nada a trama.
Legítimo Rei
O FILME
Como dito anteriormente, “Legítimo Rei” conta o conflito liderado por Robert the Bruce contra a Inglaterra em busca da independência escocesa. Já na primeira cena o público pode perceber que esse filme é diferente de boa parte dos outros originais Netflix. O filme é aberto em um plano sequência de quase 10 minutos que transita entre diversos ambientes mostrando desde diálogos mais longos, ostentando o talento de seus atores, até uma luta de espadas que demonstra o controle do diretor David Mackenzie sobre a obra.
Após a sequência inicial, o longa perde energia e ganha ares burocráticos, com diálogos estafantes – a força do impacto inicial, no entanto, consegue segurar o interesse do público até o segundo ato, momento em que o filme recupera força e energia narrativa com muito bem dirigidas, cenas de ação.
O talento de Mackenzie na direção é notado, em takes mais longos e coreografias que parecem orgânicas, e não super ensaiadas e artificiais como, por exemplo, as de “Punho de Ferro”. Outro ponto positivo é a violência gráfica e a sujeira presentes nos campos de batalha, algo de que esse tipo de história precisa tanto para enfatizar o peso da guerra quanto para deixar tudo mais denso. Densidade passada também pela ótima cinematografia de Barry Ackroyd (indicado ao Oscar por “Guerra ao Terror”), que consegue ostentar as belíssimas paisagens escocesas contrastando-as com a violência. Outro aspecto interessante da fotografia é a maneira como ela separa as classes fazendo uso de cores – os mais abastados ganham cores, enquanto os mais pobres têm palheta de cores mais sóbrias.

ELENCO

Legítimo Rei
Talvez o principal problema do filme seja justamente a abordagem, pois a obra está tão preocupada em estabelecer o contexto histórico que acaba não entregando um arco palpável para seus personagens, o que impede que o público crie uma empatia maior com eles. A sorte é que o filme possui no elenco Chris Pine (Robert the Bruce), Aaron Taylor-Johnson (James Douglas) e Billy Howle (Príncipe Edward), atores que conseguem dar um mínimo carisma aos seus personagens.
“Legítimo Rei” é um filme com um design de produção impecável e que felizmente não seguiu a tendência de algumas produções originais da Netflix como “Tau”, “Extinção” e “Anon”. Mesmo não chegando à perfeição (algo quase impossível), o filme de David Mackenzie é uma obra que faz valer o tempo do público.
Legítimo rei
Ação/drama. (Outlaw King, EUA/Reino Unido, 2018. 121min.)
Direção: David Mackenzie.
Elenco: Chris Pine, Stephen Dillane, Rebecca Robin, Billy Howle, Aaron Taylor-Johnson, Gemma McElhinney.
Disponível na Netflix.
Cotação: ****

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