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MÚSICA

Naiá Camargo dá nova roupagem a clássicos de Caetano Veloso

Revelada na cena underground de São Paulo, cantora lançou três músicas do artista baiano com nova instrumentação: "Odara", "Não Enche" e "Tigresa"

Publicado em 25 de Junho de 2019 às 17:53

Gustavo Cheluje

Publicado em 

25 jun 2019 às 17:53
Naiá Camargo, cantora Crédito: Reprodução/Instagram @naia.camargo
Revelação da cena cultural underground paulistana, Naiá Camargo resolveu alçar novos voos na carreira. Após fazer sucesso com regravações, em que dá uma nova roupagem para clássicos como "Ideologia", música-protesto de Cazuza, lançada em 1988; "Essa Noite Não", de Lobão; e "Refrão de Bolero", do Engenheiros do Hawaii, a artista vai além: propõe uma revisita a clássicos de Caetano Veloso, gravando seis faixas do cantor baiano em tons de batida eletrônica.
Após cantar "Odara" e "Tigresa", chegou a vez de Naiá apresentar "Não Enche", gravada pelo intérprete em 1997, no álbum "Livro". Até hoje, é considerada uma de suas faixas mais cáusticas. A música, inclusive, foi integrante da trilha sonora da novela "Paraíso Tropical" (2007). "É uma música intensa, repleta de contestação social", acredita a cantora, de voz forte e exótica, como a sua miscigenação racial (é filha de índios-guaranis, alemães e africanos).
Veja as versões de "Tigresa" e "Odara"
"Estou fazendo uma coletânea de regravações de seis faixas do Caetano. 'Não Enche' é a terceira. Quero manter a gênese da música, dando uma identidade que mistura tambor, percussão tribal e axé. Lógico, com toques de música eletrônica, a minha identidade", revela, falando que a nova música estará disponível nas redes sociais, neste sábado (28), em plataformas como o Youtube, Spotify e Deezer.
Para o final do ano, Naiá pretende lançar um EP com as seis músicas do projeto, intitulado "Caetane-se". "Gosto desta dinâmica de lançar singles antes de um álbum. É um movimento do mercado moderno que permite o artista ter a liberdade de experimentar sons, ritmos e estilos", acredita.
PAIXÃO
Naiá Camargo, cantora Crédito: Reprodução/Instagram @naia.camargo
Questionada sobre o porquê de regravar Caetano Veloso, a cantora responde com paixão. "Ele ajudou a construir a minha identidade musical. Em um show recente, cantei 'Tigresa' e me vi 'caetaneando'. Pedi autorização para fazer o projeto. Ele topou, ficou interessado. Espero um dia poder cantar ao seu lado".
"Caetane-se" também pretende ser um projeto de sons e de cores, no estilo multimídia. Além do áudio gravado em estúdio, Naiá traz videoclipes com produção técnica requintada e rigorosa mise-en-scène.
"Cada música tem uma relação orgânica com alguma cor. 'Odara' apostava nos tons de lilás. 'Tigresa', por sua vez, investia no amarelo. O vermelho é a aposta para 'Não Enche'. Fizemos um clipe carnal, que exala sangue, prazer e ódio”.
FORMAÇÃO
De formação erudita, Naiá Camargo estudou música na Inglaterra no final da década de 1990, em que aprendeu piano e saxofone. Está envolvida com a música desde os 16 anos, quando frequentava as aulas da tradicional Oficina Teca Alencar, em São Paulo.
"Minha formação é eclética. Sempre busquei inspiração para cantar, quase sempre tendo referências eletrônicas, como Bjork Depeche Mode, e da música pop, especialmente o Michael Jackson", pontua, revelando que já está preparando uma turnê para a divulgação de "Caetane-se".
"Vamos fazer um show no início de agosto para badalar a chegada do EP. Além disso, continuo trabalhando com uma série de parceiros para lançar um projeto com músicas próprias e inéditas, provavelmente em 2020. Tem muito trabalho pela frente. Só não posso contar para não estragar as surpresas que estão por vir", brinca.  

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