Projeto de reforma do Teatro Carlos Gomes sai em fevereiro, diz governo do ES
No mês de fevereiro, próximo mês, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES) terá em mãos o projeto que define como será, quanto custará e o que precisa ser feito na reforma do Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. O governo do Estado, depois disso, lançará edital para selecionar a empresa que vai executar a obra. É o que garantiu o secretário Fabrício Noronha, em entrevista ao Divirta-se, de A Gazeta. No entanto, ainda não há previsão para o aparelho cultural de 93 anos, fechado desde dezembro de 2017, reabrir.
Segundo Fabrício Noronha, tudo está bem encaminhado para que a reforma seja realizada com todo o cuidado possível, já que se trata de uma edificação histórica e com algumas instalações já bastante desgastadas.
“Não temos ideia do valor porque ainda não temos o projeto, mas ele (o projeto) deve chegar agora em fevereiro. Aí vamos analisar tudo para publicar o edital da reforma propriamente dita”, explicou o secretário de Estado da Cultura.
GASTO DE R$ 246 MIL NO TELHADO
Fechado desde 2017, o Teatro Carlos Gomes recebeu alguns investimentos antes de a Secult-ES decidir interditá-lo para a revitalização completa. Em dezembro de 2017, foram investidos R$ 218 mil nos serviços de reforma de telhado, reforma de banheiro, pintura, substituição de fiação elétrica e revitalização de tecidos e carpetes. Pouco tempo depois desse episódio, mais R$ 28 mil precisaram ser gastos para manutenção no próprio telhado.
Antes de ser fechado, o teatro só foi aberto em setembro de 2018, quando sediou por alguns dias a 25ª edição do Festival de Cinema de Vitória, mas apresentou problemas estruturais já no evento. À época, os 17 aparelhos de ar-condicionado, que foram instalados de forma improvisada em cavaletes nos camarotes do segundo andar, deram defeito. O aluguel dos produtos, no episódio, custou R$ 22 mil por uma semana.
O então secretário de Estado da Cultura, João Gualberto, disse que os problemas na refrigeração do edifício só foram verificados durante o início das reformas, em dezembro, e que toda a aparelhagem precisaria ser trocada. Para isso solicitou ao governo o crédito de R$ 400 mil para a contratação de projetos para a restauração total do teatro.
Depois, o Carlos Gomes ainda recebeu, em outubro daquele ano, o Festival de Música Erudita do Espírito Santo e, em novembro, o Festival Nacional de Teatro. Os dois eventos foram climatizados com os aparelhos temporários de ar-condicionado.
ÚLTIMA REFORMA FOI HÁ MAIS DE 10 ANOS
A última grande reforma que o Teatro Carlos Gomes recebeu foi em 2010 e tudo custou R$ 630 mil. Agora, com o que o governo do Estado pretende fazer, uma obra similar deve ser executada, já que toda a estrutura será revitalizada e um trabalho de análise até já foi feito no local, como A Gazeta já mostrou. Inclusive pinturas originais, que estavam tampadas por até mais de uma dezena de camadas de tinta, serão restauradas.
O TEATRO CARLOS GOMES ANO A ANO
- 2017
- O governo iniciou reparos no Carlos Gomes. Na ocasião, investiu R$ 218 mil inicialmente e, depois, teve que gastar mais R$ 28 mil, totalizando R$ 246 mil. O telhado, banheiros, pinturas, fiação elétrica e produto retardante de chamas foram alguns dos serviços de restauro e manutenção que foram feitos.
- Em setembro, outubro e novembro o aparelho cultural recebeu três eventos, um por mês, com ar-condicionado improvisado, depois de o então secretário de Estado da Cultura, João Gualberto, ter explicado que foi verificado que o sistema de refrigeração do prédio estava comprometido.
- Em dezembro, o Carlos Gomes foi definitivamente fechado para as obras.
- 2020
- Em janeiro, A Gazeta anunciou que a reforma do Carlos Gomes seria profunda e total, mas sem prazo para reabertura do espaço. No mês seguinte, foi lançada a licitação para a escolha da empresa que faria o projeto das obras, cujo prazo vence em fevereiro de 2021.
- 2021
- Agora, também em janeiro, o secretário de Estado da Cultura, Fabrício Noronha, anuncia que aguarda a chegada do projeto à Secult para que seja elaborada, então, a licitação para escolher a empresa que executará as obras. Não há prazo para isso acontecer. O governo, por enquanto, também não tem ideia do quanto vai gastar para realizar os serviços.