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Caso Maria Nilce: “Assassinato foi um recado para a sociedade”, diz filho
Caso Maria Nilce: “Assassinato foi um recado para a sociedade”, diz filho Arte A Gazeta | Geraldo Neto
Crimes Brutais no ES

“Assassinato foi um recado para a sociedade”, diz filho de Maria Nilce

Em documentário produzido por A Gazeta, Juca Magalhães relata que a execução de sua mãe foi um "crime ostentação" e que, após a morte, foi iniciada a etapa de destruição do legado que ela deixou

Vilmara Fernandes

Colunista

vfernandes@redegazeta.com.br

Publicado em 05 de Julho de 2020 às 09:55

Publicado em

05 jul 2020 às 09:55
Caso Maria Nilce: “Assassinato foi um recado para a sociedade”, diz filho
Caso Maria Nilce: “Assassinato foi um recado para a sociedade”, diz filho Crédito: Arte A Gazeta | Geraldo Neto
O assassinato da jornalista Maria Nilce dos Santos Magalhães,  de 48 anos, teve o objetivo de enviar um recado para a sociedade. A avaliação é de seu filho, Juca Magalhães,  que destaca que o aviso foi claro:  “Quem se meter no nosso caminho é isto que irá acontecer”.
Famosa por ter uma escrita afiada e cheia de personalidade, Maria Nilce conquistou alguns desafetos na alta sociedade capixaba. Foi assassinada no dia 5 de julho de 1989, quando chegava à Academia Corpo e Movimento, na Praia do Canto, Vitória, com a filha Mila. Ao sair do carro, foi abordada pelo primeiro pistoleiro, que realizou um disparo, mas a arma falhou. Ela fugiu e acabou sendo alcançada pelo segundo executor, que a matou com três disparos.
Um "crime ostentação", como destaca Juca Magalhães. “Foi morta de forma covarde, violenta, no meio da rua, em um crime ostentação. Depois ainda viram que precisavam destruir o legado dela, todas as verdades que havia dito ao longo dos anos, e que era preciso dizer que era tudo mentira”, relata  no documentário abaixo. Assista ao vídeo: 

QUEM FOI MARIA NILCE

  • Quem era: jornalista, apresentadora e escritora, Maria Nilce dos Santos Magalhães era proprietária do Jornal da Cidade. Atuou em vários veículos no Espírito Santo.
  • Família: casada com o jornalista Djalma Magalhães, deixou 4 filhos. Uma delas, Mila, a acompanhava no dia do crime.
  • Livros: é autora de cinco livros de crônicas. Junto como o marido, escreveu outros dois sobre personalidades do Espírito Santo.
  • Empreendedorismo: nos últimos anos, ela realizava almoços que comemoravam o dia internacional da mulher, onde reunia as empreendedoras capixabas que se destacavam, algumas citadas em seu livro.
  • Polêmica: era famosa por uma escrita afiada e cheia de personalidade que conquistou alguns desafetos na alta sociedade capixaba. Em diversas entrevistas, Maria Nilce relatava “que não tinha medo de dizer a verdade”. Em relação ao temor que causava, afirmava que “sem temor não havia respeito” e  que "as pessoas respeitavam Maria Nilce”. Em seu jornal, segundo a família, publicava fatos do dia a dia. “Às vezes polêmicos, mas não eram calúnias”, pontua o filho Juca Magalhães.

CRIMES BRUTAIS

Matérias relembrando esse homicídio, que chocou os capixabas, vão ser publicadas de sexta-feira (03) a segunda-feira (06). A história de Maria Nilce é a segunda reportagem de uma série, de A Gazeta, que vai resgatar os crimes brutais que marcaram a história do Espírito Santo. A primeira foi sobre os 20 anos da morte da adolescente Isabela Negri Cassani, de 15 anos, publicada em outubro do ano passado.

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