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Será que passa?

3ª Ponte: faixas estreitas podem reduzir acidentes, mas criar gargalos

Com a obra de ampliação, o governo espera aumentar em 40% o volume de veículos que passa simultaneamente sobre a ponte e com isso diminuir o tempo de espera na Praça do Pedágio

Publicado em 01 de Agosto de 2023 às 17:03

Redação Integrada

Publicado em 

01 ago 2023 às 17:03
Desde que começou a obra de ampliação da Terceira Ponte, muitos motoristas estão preocupados com a largura das faixas para cada veículo. A dúvida que fica é: será que isso pode aumentar ou reduzir os riscos de acidente no local?
A ampliação da Terceira Ponte deve ser entregue em breve e vai trazer mudanças significativas no trânsito do local. No lugar das duas faixas de 3,5 metros, serão duas faixas de 2,80 metros, e uma de 3,14 metros para cada sentido. Com as faixas mais estreitas, a velocidade máxima também será reduzida de 80 para 70 km/h.
"Uma das vantagens da diminuição da largura da via é que você reduz a velocidade e reduz a possibilidade de algum tipo de colisão, fica mais seguro. No entanto, como ela está muito estreita, aquém do que deveria, na minha opinião, o motorista vai ter que transitar com muito cuidado pois qualquer desatenção ele pode realmente causar algum acidente, de qualquer jeito pode haver alguma pane em algum veículo e vai continuar tendo engarrafamento", detalhou Tarcísio Bahia, professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em entrevista ao repórter Álvaro Guaresqui, da TV Gazeta.
Terceira Ponte vista de cima
Só em março deste ano foram 70 acidentes na Terceira Ponte, quase o dobro do registrado no mesmo mês do ano passado Crédito: Ramon Porto
De acordo com dados da concessionária que administra a ponte, de janeiro a junho deste ano foram registrados 334 acidentes no local. No mesmo período do ano passado, foram 250. Só em março deste ano foram 70 acidentes, quase o dobro do registrado no mesmo mês do ano passado. Março foi o mês em que começou a ser removida a mureta central da ponte, mas segundo o Governo do Estado, as duas coisas não estariam relacionadas.
"Relação nenhuma, mas para fazer isso tem que fazer uma análise de cada acidente, olhar onde ocorreu cada acidente, o que está acontecendo. Hoje a gente tem a maioria dos acidentes, por exemplo, na subida da Terceira Ponte, que não tem relação nenhuma com a obra", disse Fábio Damasceno, secretário da Mobilidade e Infraestrutura do Estado. 

Corredor de moto

Outra grande mudança na ponte é extinção dos corredores de motos. Na nova divisão, as pistas laterais de 3,14 metros serão preferenciais para ônibus, veículos de emergência, táxis e motos. Para o professor Tarcísio Bahia, a decisão de colocar motociclistas para trafegarem nessa faixa é questionável. "Acho que ela deveria ser exclusiva para ônibus, para transporte público e transporte de emergência", disse.
Terceira Ponte vista de cima
Com a obra de ampliação, o governo espera aumentar em 40% o volume de veículos que passam simultaneamente sobre a ponte Crédito: Ramon Porto
Já o Governo do Estado garante que a medida é segura e eficiente. "Nós temos uma quantidade relativamente baixa de ônibus que passam na Terceira Ponte referente a outras avenidas em que o Transcol passa. Com isso você consegue colocar a moto, tira a moto do corredor, traz mais segurança para o motociclista, que é uma faixa que tem mais fluidez, porque tem uma quantidade baixa de ônibus, consegue fazer duas faixas para moto, consegue trazer caminhão, veículos de emergência e táxi", pontuou Fábio Damasceno. 
Todos os dias, cerca de 90 mil veículos passam sobre a Terceira Ponte, e os motoristas que usam havia nos horários de pico já sabem que vão ficar agarrados do trânsito. Com a obra de ampliação, o governo espera aumentar em 40% o volume de veículos que passam simultaneamente sobre a ponte e com isso diminuir o tempo de espera na Praça do Pedágio. "O objetivo aqui é redução de congestionamentos, aumento da segurança viária e diminuir o tempo de travessia na ponte nos horários de pico", finalizou Damasceno.

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