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Clóvis Ferreira da Silva na década de 70, em Santo Antônio, Vitória
Clóvis Ferreira da Silva na década de 1970, em Santo Antônio, Vitória Arquivo pessoal
Na direção

A história do taxista mais antigo de Vitória ainda em atividade

Aos 82 anos de idade e há mais de cinco décadas fazendo corridas de táxi, Clóvis acompanhou o desenvolvimento da Capital do Espírito Santo

Nayra Loureiro

Repórter

nvieira@redegazeta.com.br

Publicado em 06 de Setembro de 2025 às 08:14

Publicado em

06 set 2025 às 08:14
Clóvis Ferreira da Silva trabalha na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, desde 1972
Clóvis trabalha na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, desde 1972 Crédito: Fernando Madeira
No coração da cidade de Vitória, sentado ao volante de um táxi, está Clóvis Ferreira da Silva, de 82 anos, o taxista mais antigo da Capital do Espírito Santo. Natural de Itaguaçu, ele trabalha na Praça Costa Pereira há mais de cinco décadas, onde é conhecido por colegas, comerciantes e passageiros de longa data.
Ele virou taxista em 1972, após deixar o emprego como motorista de uma empresa privada. Naquela época, Vitória seguia em amplo desenvolvimento, mas muitos bairros ainda eram compostos por casas de madeira e áreas de mangue. Veja vídeo:
E à medida que os anos passavam, Clóvis via o fluxo de veículos aumentar cada vez mais nas principais avenidas assim como o comércio. Agora, observa o esvaziamento do Centro de Vitória e o fechamento de lojas onde antes havia movimento constante. “Havia muito mais gente. Agora ficou tudo fechado, meio abandonado. Aqui na praça passavam tantas pessoas que era até difícil andar. Hoje dá para contar quantas tem”, descreveu.
O ponto de táxi em que trabalha é o mesmo há 53 anos. Morador de Vila Capixaba, em Cariacica, ele sai de casa bem cedo e inicia o expediente por volta das 6h30 da manhã e permanece na praça até o fim da tarde, de segunda a sexta-feira.
Os destinos mais frequentes das corridas são bairros como Praia do Canto, Jardim da Penha, Jardim Camburi e também o município vizinho de Vila Velha. Mas ele conta que costuma atender clientes fixos também, e com esses passageiros conhecidos, chega a fazer corridas mais longas para outras cidades capixabas. “Pessoas estranhas geralmente a gente rejeita. Tem que ser quem a gente confia”, destacou.
Clóvis Ferreira da Silva na década de 70, em Santo Antônio, Vitória
Clóvis Ferreira da Silva na década de 1970, em Santo Antônio, Vitória Crédito: Arquivo pessoal
Mesmo aposentado, segue trabalhando com o senso de dever cumprido, mas diz que está perto de parar. Com a idade avançando e o ritmo do trabalho diminuindo, planeja encerrar as atividades até o fim de 2025. Apesar disso, mantém o apego à cidade onde construiu a trajetória profissional. "Gosto de Vitória completa, dela toda! Praticamente criei meus filhos trabalhando aqui”, finalizou.

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