Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Oferta pelo SUS

Acidente, infarto e AVC: UTIs do ES também estão cheias por outras causas

Além dos infectados pela Covid-19, os leitos de hospitais no Espírito Santo ainda sofrem pressão devido à demanda de outras enfermidades

Publicado em 07 de Abril de 2021 às 02:00

Aline Nunes

Publicado em 

07 abr 2021 às 02:00
Hospital Evangélico possui 240 leitos, sendo 120 de UTI, e se tornou referência de atendimento no Espírito Santo
Hospital Evangélico é uma das referências no Estado para atendimento de pacientes cardiológicos Crédito: Divulgação/Hospital Evangélico
A pandemia da Covid-19 está em um estágio no Espírito Santo com alta pressão sobre o sistema de saúde, público e particular, com risco iminente de falta de leitos. Paralelamente, a demanda também é elevada para outras enfermidades, tais como Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e traumas de trânsito, e a taxa de ocupação de UTIs já chegou a 88,45%. 
Conforme dados do painel de ocupação de leitos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta segunda-feira (5), o Espírito Santo tem 1.874 leitos para pacientes com a Covid-19, dos quais 1.680 estão ocupados. Consideradas apenas as vagas de UTI, restam apenas 54 do total de 964 ofertadas. Para as demais enfermidades que exigem internação, há 381 leitos de terapia intensiva, mas 337 já estão com pacientes. Nas enfermarias, o quadro é um pouco melhor, porém não deixa de preocupar: de 1.601 vagas,  1.183 (73,89%) estão sendo utilizadas. 
Embora a incidência de alguns destes problemas se mantenha estável independentemente da pandemia, como infarto e derrame, outros podem ter uma redução significativa com a menor circulação de pessoas nas ruas. É o caso dos acidentes, que frequentemente demandam leitos por um período prolongado. 
Assim, o isolamento social adotado no Estado, devido aos indicadores elevados de transmissão e mortes decorrentes da Covid-19, é uma medida que pode contribuir para desafogar o sistema de saúde, se for rigorosamente cumprido, e atender não apenas quem está infectado pelo coronavírus, mas também pacientes de outras doenças.
Em suas redes sociais, o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, publicou um quadro comparativo da ocupação de leitos ao longo de março, indicando que, na quarentena, no intervalo de 20  a 31 do mês passado, houve uma queda de 32,80% na demanda por vagas de pacientes não-Covid. Apesar de a comparação ser feita com um período maior de tempo na primeira parte do mês - 1 a 19 - a Sesa aponta que a redução foi efetiva e é reflexo de medidas restritivas implementadas. 
Gleikson Barbosa dos Santos, subsecretário de Regulação, Controle e Avaliação em Saúde - área na Sesa que trata da oferta de leitos  -,  reforça essa análise, se valendo do fato que, em 2020, o Espírito Santo também experimentou uma redução da demanda por internação quando houve maior restrição de atividades sociais e econômicas. 
"Com a quarentena instituída através de decreto, levando muitas pessoas a fazerem o isolamento, é natural haver a redução de diversas patologias como, por exemplo, o número de internações por trauma, por clínica médica. Nos nossos hospitais, diminuiu sim, a taxa de internação. Tivemos essa experiência no ano passado e não está sendo diferente agora. Houve redução do trauma e das internações de diversas especialidades clínicas. A quarentena já tem surtido efeito nas hospitalizações, com queda no número de acidentes externos e por outras doenças também", frisa o subsecretário. 

FALTA DE LEITOS

Contudo, a quarentena acabou e, ainda que medidas restritivas tenham sido mantidas no Estado, muitas atividades foram flexibilizadas, aumentando a circulação e a interação de pessoas. Questionado se há o risco de faltar leito para pacientes não-Covid no SUS, Gleikson Barbosa ressalta que a oferta está garantida. 
O subsecretário afirma que a expansão de leitos tem ocorrido não apenas para atender pacientes infectados pelo coronavírus, mas também tem sido abertas vagas para dar assistência a pessoas com outras enfermidades. Nos últimos meses, segundo ele, mais de 200 leitos clínicos. Somente na Clínica dos Acidentados, a Sesa contratou 58:  49 de enfermaria e  9 de UTI. 
"Temos feito um trabalho intenso em todo o Espírito Santo, usando toda a capacidade da rede para expansão de leitos Covid, seja em hospitais próprios, nos filantrópicos, seja nos privados.  Mas é importante destacar e reforçar que não estamos expandindo apenas leitos Covid; estamos expandindo leitos não-Covid para dar garantia de acesso a pacientes de clínica médica. Diariamente temos feito essas entregas para a sociedade. São vagas para quem precisa de cuidados clínicos, inclusive em pequenos hospitais que acabam sendo referência em retaguarda para os hospitais estruturantes", descreve. 
Para quadros mais complexos, como os neurológicos, cardiológicos e traumas, por exemplo, Gleikson destaca ainda que o Espírito Santo tem hospitais de referência, da rede própria ou contratada, para realizar os atendimentos. As vagas nessas unidades para as suas  especialidades não foram suprimidas.
"Temos uma grade de referência organizacional e assistencial em todo o Estado, hospitais estruturantes em todas as regiões e grande parte de portas abertas (urgência e emergência) . Preservamos esses leitos para garantir o acesso de pacientes diversos, desde o parto de risco habitual ao de alto risco, ou a vaga na Utin. Temos na nossa rede, referência de atenção em saúde em politraumas, em quadros neurológicos, cardiológicos", pontua Gleikson, citando ainda alguns exemplos, como o Evangélico de Vila Velha, Santa Casa de Vitória e Hucam, que absorvem todos os pacientes da Grande Vitória na linha de cuidados para casos de infarto agudo do miocárdio. 
O subsecretário acrescenta que o Estado ainda conta com o suporte de hospitais municipais de pequeno porte e a oferta de vagas em Pronto Atendimento (PA), que funcionam como leitos de retaguarda e ajudam a "fazer o giro" nos hospitais maiores. Isso significa dizer que uma paciente hospitalizado, quando há indicação médica, pode ser transferido para uma unidade de estrutura menor, apenas para concluir a sua recuperação até a alta, liberando vagas para assistência de maior complexidade nos hospitais de referência. 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Lula fala em 'reciprocidade' após EUA pedirem saída de delegado da PF envolvido em caso Ramagem
Alemão do Forró grava novo audiovisual em comemoração aos 15 anos de carreira.
Alemão do Forró grava novo projeto audiovisual em Goiânia: “Carrego o ES no DNA”
Ana Paula Renault na casa do BBB
BBB 26: Ana Paula relembra conversa com o pai antes de entrar no programa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados