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Fica no Monast

Amiga das formigas, árvore em risco de extinção é descoberta no Sul do ES

Conhecida por sua curiosa relação ‘amiga’ de abrigar formigas em seu interior, espécie Aiouea myrmecophila foi descoberta no Monumento Natural Estadual Serra das Torres (Monast)

Publicado em 30 de Outubro de 2024 às 10:14

Beatriz Caliman

Publicado em 

30 out 2024 às 10:14
Árvore em risco de extinção é descoberta no Sul do ES
Árvore em risco de extinção é descoberta no Sul do ES Crédito: Divulgação/ Iema
Em risco de extinção, uma nova espécie de árvore foi descoberta no Monumento Natural Estadual Serra das Torres (Monast), uma das Unidades de Conservação sob gestão do Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), no Sul do Espírito Santo. A planta é conhecida por sua curiosa relação ‘amiga’ de abrigar formigas em seu interior.
Segundo o Iema, a espécie, batizada de Aiouea myrmecophila, é da família botânica Lauraceae, popularmente conhecida por incluir plantas como canelas, abacateiros e louros. A descoberta, de autoria dos pesquisadores Marcelo Leandro Brotto, do Museu Botânico Municipal de Curitiba, e de Pedro Luís Rodrigues de Morais, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi publicada na revista científica Feddes Repertorium.
O gestor do Monast, Guilherme Carneiro, disse que a descoberta foi registrada em apenas em cinco localidades e só foi possível com o apoio do Iema.
"Essa área é crucial para a preservação da espécie, já que uma das cinco unidades da árvore está no Monast"
Guilherme Carneiro - Gestor do Monast

Características

Uma das características da nova espécie é a curiosa interação com as formigas. Na coleta de amostras, os pesquisadores observaram que as formigas habitam apenas os ramos onde ficam inseridas as folhas, criando ‘túneis’ para o centro do ramo e pequenas ‘janelas’ para saírem. O nome myrmecophila deriva do grego, significando “amiga das formigas”.
Além da característica particular das formigas não agressivas, a Aiouea myrmecophil apresenta folhas grandes, que podem chegar a 35 centímetros de comprimento, flores verdes minúsculas de 3 milímetros e frutos de forma elíptica com até 1,5 centímetros. A árvore pode atingir 12 metros de altura e se desenvolve sob a sombra da camada superior da floresta.
Por conta do baixo número registrado (cinco unidades), os pesquisadores alertam que a árvore está em risco de extinção, destacando a importância da conservação da Floresta Atlântica, que abriga muitas espécies endêmicas em trechos restritos.

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