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Saúde

Andar metade do calçadão de Camburi por dia reduz em 70% risco de morte

Uma pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos destaca que andar 7 mil passos por dia, o que equivale de 4 km a 5 km, reduz risco de mortalidade

Publicado em 12 de Setembro de 2021 às 08:16

Isaac Ribeiro

Publicado em 

12 set 2021 às 08:16
Data: 26/03/2020 - ES - Vitória - Movimento de pessoas no calçadão da Praia de Camburi durante pandemia do Covid-19
Movimento de pessoas no calçadão da Praia de Camburi, em Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
Quem anda mais de 7 mil passos por dia têm de 50% a 70% menos risco de morrer. Na prática, significa ir e voltar do trecho que compreende o Píer de Iemanjá até a Avenida Adalberto Simão Nader, no Calçadão de Camburi, em Vitória.
O anúncio é resultado de uma pesquisa feita na Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos. Os cientistas acompanharam por cerca de 10 anos um grupo de 2.110 adultos, com idades entre 38 e 50 anos, sendo 57,1% de mulheres e 42,1% de negros.
Foram observadas pessoas que davam menos de 7 mil passos por dia; grupos que andavam de 7 mil a 9.999 passos; e aqueles que davam mais de 10 mil passos. A depender da altura do indivíduo, 7 mil passos equivalem de 4 km a 5 km.
O objetivo era verificar a associação do ritmo diário com a mortalidade prematura, quando o óbito acontece antes dos 65 anos. Durante os estudos, foi descoberto que as pessoas que davam pelo menos 7 mil passos por dia tinham de 50% a 70% menos risco de morrer prematuramente do que aqueles que não alcançaram esta marca. Isso acontecia independentemente do gênero ou etnia.
De acordo com o profissional de educação física Pedro Fortes Júnior, caminhar, correr ou pedalar são exercícios aeróbios que trabalham a composição corporal e melhoram o metabolismo energético e, consequentemente, a qualidade de vida.
"O que o estudo coloca é que para eu ter uma longevidade com qualidade de vida, preciso de uma parte cardiovascular adequada. Com o envermelhecimento, tenho o enrijecimento das artérias e veias. Por isso, idosos (pessoas inativas) tendem a ter cansaço crônico. Daí, atividades como caminhada é um exercício importante", destaca.
As análises indicaram que ultrapassar 10 mil passos diariamente não apresentou uma redução adicional de risco de mortalidade em comparação com quem percorreu os 7 mil passos. O trabalho, no entanto, não considerou a intensidade da caminhada.

BENEFÍCIOS

Os médicos explicam que a prática regular da atividade física pode reduzir o surgimento de doenças cardiovasculares, diabetes, além de auxiliar no controle da pressão arterial e níveis de colesterol.
Além disso, previne e contribui para tratamento de vários tipos de câncer, osteoporose, problemas digestivos, redução do nível de estresse e aumento do sono. Para o médico cardiologista Henrique Bonaldi, a pesquisa acompanhou o impacto do sedentarismo.
"O estudo reitera a importância de se fazer alguma atividade física, para levantar do sofá. Isso terá um resultado melhor junto com uma alimentação saudável, se a pessoa fizer um programa para tentar emagrecer e cuidar das comorbidades como hipertensão e diabetes", cita o médico.
A orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que sejam praticados 150 minutos semanais de atividade física moderada, o que dá cerca de meia hora de exercício, cinco vezes por semana.

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