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Acolhimento

Após ataque que matou 4 pessoas, aulas voltam em escola de Aracruz

Escola Estadual Primo Bitti passou por restaurações para receber alunos e profissionais; conversa e atividades físicas acontecem desde segunda-feira (23)

Publicado em 31 de Janeiro de 2023 às 11:55

Redação de A Gazeta

Publicado em 

31 jan 2023 às 11:55
Escola Primo Bitti, em Aracruz, reformada após o ataque
Escola Primo Bitti, em Aracruz, reformada após o ataque Crédito: Divulgação | Sedu
Após mais de dois meses dos ataques a escolas em Aracruz, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Primo Bitti retornará às aulas nesta quinta-feira (2), assim como as demais unidades da rede estadual. Em dezembro do ano passado, o colégio havia reaberto apenas para atividades culturais e esportivas.
Em entrevista ao g1ES, a nova diretora da instituição, Michele Tonito, de 47 anos, disse que a expectativa é ressignificar e reconstruir os laços que foram rompidos após a tragédia que deixou quatro mortos e 12 feridos, cometida em 25 de novembro do ano passado.
"A equipe toda está se esforçando muito, não para que a gente retome o que era, mas para que a escola volte a ter imagem de acolhimento, de amor, de diversão. "
Michele Tonito - Diretora da EEEFM Primo Bitti
A diretora, que foi nomeada para o cargo no dia 26 de dezembro, disse que a escola passou por reestruturações físicas para receber os quase 700 alunos e os 68 profissionais, entre professores e demais trabalhadores que compõem o quadro escolar.
"A fachada foi pintada com cores diferentes e vivas. No muro, uma equipe de grafiteiros fez uma arte bem bonita também. A principal palavra é ressignificar, que não é esquecer do que aconteceu, mas lembrar sem sofrer. Tudo que está sendo feito é na intenção de construir novas memórias, boas lembranças", afirmou.
Ainda segundo Michele Tonito, a EEEFM Primo Bitti está aberta à comunidade escolar desde a segunda-feira (23), com momentos de acolhimento, círculos de diálogo, apresentação de ginástica rítmica, dança meditativa, brincadeiras, jogos e futebol.
Depois dos pais nesse primeiro momento, nesta terça-feira (31) e quarta-feira (1), de acordo com ela, será a vez dos professores da unidade serem acolhidos para o retorno das aulas. Em seguida, nos dias 2 e 3 de janeiro, o mesmo trabalho será feito com os estudantes.
Segundo a diretora, desde que a tragédia aconteceu, a equipe de Ação Psicossocial e Orientação Interativa Escolar (APOIE), da Secretaria Estadual Educação (Sedu), composta por psicólogos e assistentes sociais, planejaram o retorno das aulas no ano letivo de 2023. Esses profissionais ficarão permanentemente na unidade.
"Esses profissionais foram buscar orientação com a equipe que trabalhou na escola que foi atacada em Suzano, em São Paulo, em 2019. Desde quando o ataque aconteceu, eles buscaram traçar experiência e aprenderam as melhores estratégias para esta retomada", explicou.
A diretora contou também que os professores que trabalhavam no turno matutino, quando o ataque aconteceu, ainda enfrentam ansiedade no retorno às aulas e estão sendo atendidos por uma equipe médica da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).
"Os professores que estavam na situação estão mais ansiosos. Aqueles que trabalhavam no turno vespertino e noturno, e foram afetados indiretamente, ficam apreensivos, mas se mostram abertos a voltarem. Já os vitimados a gente não precisa nem comentar, pois eles foram feridos emocional e fisicamente, e precisamos respeitar o tempo deles", disse.
Sobre reforço na segurança da unidade, a diretora frisou que a Primo Bitti não vai ter escolta armada. "A escola sempre teve a segurança que deveria ter. O portão de trás tinha cadeado, o portão da frente também tem. Temos vigilantes. Não tem escolta armada porque a escola não é um ambiente para isso. A escola é acolhedora e tem que ser um local onde o estudante se sinta pertencido", disse.

Relembre o ataque

Selena Sagrillo, Maria da Penha Banhos, Cybelle Bezerra e Flavia Amoss, vítimas do ataque a escolas em Aracruz
Selena Sagrillo, Maria da Penha Banhos, Cybelle Bezerra e Flavia Amoss, vítimas do ataque a escolas em Aracruz que morreram Crédito: Reprodução
No dia 25 de novembro do ano passado, ataque a duas escolas deixou quatro mortos e 12 feridos em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. A investigação apontou que o ataque foi planejado por dois anos, por um jovem de 16 anos que estudou até junho no colégio estadual atacado. O criminoso usou duas armas do pai, que é um policial militar.
Os disparos aconteceram por volta das 9h30 na Escola Estadual Primo Bitti e em uma escola particular que fica na mesma via, em Praia de Coqueiral, a 22 km do centro do município.
Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), o assassino invadiu a escola estadual com uma pistola e fez vários disparos assim que entrou no estabelecimento de ensino. Depois, foi até a sala dos professores e fez novos disparos. Na local, duas professoras foram mortas.
Na sequência, o atirador deixou o local em um carro e seguiu para a escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral, que fica na região. Na unidade, uma aluna foi morta. Após o segundo ataque, o assassino fugiu em um carro. Ele foi apreendido ainda na tarde de sexta-feira (25).
No sábado (26), a Polícia Civil informou que o criminoso iria responder por ato infracional análogo a três homicídios e a dez tentativas de homicídio qualificadas. No mesmo dia, uma professora baleada que estava internada morreu.
No dia 4 de dezembro, o assassino foi sentenciado a cumprir até três anos de internação. O tempo é o limite máximo estabelecido como de medida socioeducativa para adolescentes pela lei.

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