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Conquista

Após um ano, primeira imunizada contra a Covid no ES vai vacinar o segundo neto

A técnica em enfermagem Iolanda Brito da Silva dos Santos, que atua na linha de frente contra a Covid-19, conta como foi conviver com a pandemia antes e depois da chegada dos imunizantes

Publicado em 18 de Janeiro de 2022 às 08:52

Vilmara Fernandes

Publicado em 

18 jan 2022 às 08:52
O pequeno Pedro completa 10 anos em maio, e mal consegue conter a ansiedade para ser vacinado. O irmão, de 14 anos, já recebeu a primeira dose. Iolanda tem outros três netos - com 6 anos, um ano e oito meses e um bebê de dois meses.
Um pouco antes de tomar a terceira dose, da Astrazenca, Iolanda foi contaminada pela Covid. “Senti sintomas leves, só três dias de falta de paladar e um pouco de coriza. A vacina não te livra de pegar a doença, mas os sintomas são leves”, conta.

DIAS DE MUITA LUTA ANTES DA VACINA

Há quase nove anos ela trabalha nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Doutor Jayme dos Santos Neves, na Serra – o principal centro de referência da pandemia de Covid-19 no Estado.
Lá vivenciou dias muito difíceis no início da pandemia, quando pouco se sabia sobre a doença, e o medo de contaminação era grande entre os funcionários e os pacientes, que temiam também a morte. 
"Perdi a conta de quantos vi morrerem antes da vacina. Poucos que iam para a UTI sobreviviam"
Iolanda Brito da Silva dos Santos, 56 anos - Técnica de enfermagem
Ela ainda mantém viva a memória do primeiro paciente que atendeu com a doença causada pelo coronavírus: “Era jovem, com 29 anos, e estava com muito medo de morrer. Eu tentava acalmá-lo. Naquela época a gente andava muito paramentada para proteção e todos trabalhavam com muita apreensão. O jovem conseguiu sobreviver, e o levei em uma cadeira de rodas para outro setor, para recuperação. Saiu com vida e fiquei muito emocionada naquela hora”, conta.
A voz a técnica de enfermagem também fica embargada quando se lembra de uma vizinha que teve a doença. “Cuidei dela. Foram duas semanas de febre de 40 graus, perdeu todo o cabelo. No hospital, nem acreditávamos que conseguiria sobreviver, mas ela venceu”, lembra Iolanda.
O medo também era constante em casa, ao voltar do hospital, de contaminar os familiares. “Já tirava a roupa do lado de fora e seguia direto para o banheiro”, relata.
Mãe de quatro filhos, em sua casa, todos já se vacinaram. Agora só faltam os netos com menos de 10 anos.
Primeira vacinada no ES, Iolanda Brito
Em suas redes sociais, Iolanda Brito postou a sua rotina no hospital na luta contra a Covid Crédito: Iolanda Brito

FUTURO É VENCER AS NOVAS VARIANTES E CONTINUAR VACINANDO

Defensora da vacina, Iolanda conta a história de uma paciente que chegou ao hospital conversando e animada, com esperança de ficar curada. Mas não foi o que aconteceu.
“O marido ficou arrasado quando recebeu a notícia do óbito. A mulher, com mais de 60 anos, não tinha se vacinado. O marido, com 76 anos, só tinha tomado a primeira dose. E contou que agora iria completar a imunização. Os filhos estavam inconsoláveis”, conta.
Com as novas variantes e com a influenza, seu setor voltou a registrar aumento do número de pacientes. “Mas nada lembra o início da pandemia”, observa Iolanda.
Para ela, de tudo o que viveu, ficou a lição de estar mais presente na vida das pessoas que ama. “Enfrentamos dias de muita luta, ficamos distantes das pessoas que amamos. Minha neta nasceu e não pude visitar, ficar perto. A lição que ficou é procurar ficar perto da família, dos amigos”, observa.

NÚMEROS DA VACINAÇÃO NO ES E BRASIL

No Espírito Santo, até esta segunda-feira (17), um total de 2.850.071 pessoas tinham recebido as duas doses da vacina contra a Covid-19. Pouco mais de 919 mil pessoas tinham recebido as três doses da imunização. Os dados são do Vacina e Confia, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Até a tarde desta segunda-feira (17), 13.379 pessoas morreram de Covid no Estado desde o início da pandemia. No mesmo período, 673.284 tiveram a doença confirmada e 621.086 conseguiram se curar, informam dados da Sesa.

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