- A nota do Brasil nos anos iniciais do fundamental (crianças até o 5º ano, de cerca de 10 anos de idade) foi de 3,8 em 2005 para 5,9 em 2019 (alta de 2,1);
- Nos anos finais do fundamental (até o 9º ano, 14 anos na idade ideal), o Ideb foi de 3,5 em 2005 para 4,9 em 2019 (alta de 1,4);
- O maior desafio é o ensino médio (até 17 anos na idade ideal), que vinha evoluindo pouco, de 3,4 em 2005 para 4,2 em 2019 (alta de 0,8).
COMO O IDEB É CALCULADO?
- Taxa de insucesso, que mede o "fluxo escolar" ao combinar abandono e desaprovação, isto é, se alunos estão permanecendo na escola e se estão passando para as próximas séries;
- Desempenho, medido via resultados do Saeb, uma prova aplicada no final de cada etapa escolar (por exemplo, alunos do 5º ano fazem o Saeb para medir o que foi aprendido ao longo dos anos iniciais do fundamental, e esse resultado será parte do Ideb desta etapa). O exame testa conhecimentos sobretudo de português e matemática.
Como o Ideb é calculado e por que resultado deste ano pode ser 'enganoso':
Em uma escala de 1 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) cruza duas informações:
>> Taxa de aprovação/fluxo escolar (a porcentagem de alunos que não repetiram de ano em uma escola ou rede de ensino);
>> Notas do Saeb, uma prova de português e de matemática feita por alunos do 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental e por estudantes do 3º do ensino médio. No caso do 9º ano, para uma amostra específica, houve também questões de ciências da natureza e ciências humanas.
Só que, neste ano, esses dois “ingredientes” foram comprometidos, porque:
>> Parte das redes de ensino adotou a aprovação automática na pandemia (e terá, portanto, um Ideb artificialmente mais alto).
>> Pela primeira vez, também por causa da Covid-19, a porcentagem de alunos que fizeram a avaliação (Saeb) foi muito mais baixa em alguns estados, fornecendo dados estatisticamente pouco confiáveis. Comparações e rankings não serão fiéis à realidade.