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Após despejo

Cadeirante recebe aluguel social e sai de baixo de viaduto em Cariacica

Mulher morava com o filho no local desde que foi despejada, há cerca de uma semana, por falta de pagamento. Durante o tempo em que ficou sob a estrutura, foi roubada duas vezes

Publicado em 20 de Janeiro de 2022 às 15:25

Isabella Arruda

Publicado em 

20 jan 2022 às 15:25
Após passarem por tantas dificuldades, a cadeirante Ângela Aparecida Ferreira, de 52 anos, e o filho Luan, de 25, que estavam vivendo debaixo de um viaduto em Cariacica desde que foram despejados da residência onde moravam, foram retirados do local no início da tarde desta quinta-feira (20). A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que a salgadeira recebeu o aluguel social – recurso mensal destinado a atender, em caráter de urgência, famílias que se encontram sem moradia.
A mulher o filho foram morar embaixo da estrutura há cerca de uma semana, após serem despejados do local onde moravam por falta de pagamento. Além de todas as dificuldades, Ângela e Luan ainda tiveram uma televisão e um botijão de gás roubados durante esse tempo que ficaram sob o viaduto.
A salgadeira e o filho, que atualmente está desempregado, ficaram sob o viaduto da BR 262, localizado em frente à Central de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa), em Cariacica, ocupando um pequeno espaço junto aos poucos pertences que possuem, como duas camas, uma geladeira, um fogão, algumas roupas e certos documentos.
Ângela tem um laudo médico de "cadeirante definitiva" – consequência de um acidente de trânsito sofrido por ela há três anos, enquanto trabalhava, entregando salgados. Desde a batida, ela já passou por três cirurgias e está perto de encarar a quarta, sem conseguir andar.
Em um vídeo sensível feito pelo fotógrafo Fernando Madeira, de A Gazeta, a salgadeira conta que o irmão chegou a achar que ela havia morrido na colisão. Bravamente, porém, ela resistiu aos ferimentos, aguentou a dor de ter parte do corpo em carne viva e recebeu alta, depois de ficar internada por dois meses e 24 dias.
Apesar da saída do hospital, a rotina nunca voltou ao normal. O filho Luan é que segurou as pontas e ajudou a mãe, trabalhando como atendente em uma lanchonete – mas, recentemente, ele foi mais uma vítima do desemprego. Sem dinheiro, a família não conseguia pagar o aluguel no Parque Gramado e foi despejada.

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