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Casagrande nega retirada de Batalhão de Trânsito do centro de Vitória

A postagem do governador nesta quarta (03) deu sequência a uma mobilização dos moradores do Centro da Capital, que buscam uma reunião com autoridades para tratar da instalação da chamada "Cidade Policial"

Publicado em 03 de Março de 2021 às 17:34

Isabella Arruda

Publicado em 

03 mar 2021 às 17:34
Governador Renato Casagrande em coletiva de impresa no Palácio Anchieta
O governador do Estado, Renato Casagrande, afirma que Batalhão de Trânsito permanecerá no centro de Vitória Crédito: Fernando Madeira
O governador do Estado, Renato Casagrande, publicou em sua conta oficial no Twitter, nesta quarta-feira (03), que o Batalhão de Trânsito não deixará o Centro de Vitória. Segundo o chefe do Executivo, circulou uma informação que confirmava a retirada do batalhão do local, mas a tratou como equivocada.
Em 27 de janeiro deste ano, foi publicado em A Gazeta que o governo do Estado quer criar uma “Cidade Policial Militar”, que reuniria diversos setores da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) em um centro administrativo e operacional. Com o projeto, que segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) ainda está em estudo, unidades como o Batalhão de Trânsito e o Sexto Batalhão, além de diretorias da Corporação, seriam transferidas para o novo espaço. Apesar das previsões, o projeto não estava completamente definido.
Casagrande nega retirada de Batalhão de Trânsito do centro de Vitória
A postagem do governador nesta quarta (03) então deu sequência a uma mobilização dos moradores do Centro da Capital, que buscam uma reunião com autoridades em caráter de urgência para tratar da instalação da chamada "Cidade Policial" e para entender o que seria feito do Batalhão de Trânsito do bairro. As intenções dos moradores foram formalizadas em um ofício dirigido a Casagrande.
No documento protocolado pelo colegiado de associações de moradores, é dito que desde o dia 10 de fevereiro o grupo busca diálogo com o Estado, sem êxito. Diante deste cenário, foi marcada uma manifestação por parte de moradores que viria a ser realizada já nesta quinta-feira (04), com saída da Praça Costa Pereira, às 16h.
Para o comerciante do Centro, Fábio Fabres, a publicação do governador nas redes sociais poderá evitar que a manifestação prevista aconteça. "A gente recebeu esse comunicado no nosso grupo. O governo tinha ficado de receber a nossa comissão das associações do Centro na sexta-feira passada, mas como houve mudança de secretário, não falaram mais nada. Como não tinha havido resposta, resolvemos fazer uma manifestação, que está marcada para amanhã (04). Mas com a publicação do Casagrande eu acredito que nem seja mais necessária a manifestação", afirmou.
Já para Tânia Mara da Silva Tagarro, membro da Comissão #ficabatalhão, que busca intermediar o diálogo entre o Estado e um coletivo de associações de moradores, lojistas, comerciantes e instituições diversas, a publicação no Twitter não seria o suficiente. Para ela, o governador do Estado deveria responder ao ofício encaminhado pelas associações de moradores. "Isso não é um ofício, não é documento", referiu-se ao post nas redes sociais.

O QUE DIZ O GOVERNO

Acionada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) informou que todas as informações sobre esse assunto já foram concedidas para a matéria publicada em janeiro por A Gazeta. E hoje eles não possuem nenhuma nova informação.
Demandado, o Governo do Estado ainda não se manifestou. Esta publicação será atualizada quando houver resposta.

CIDADE POLICIAL

O governo do Estado quer criar uma “Cidade Policial Militar”, que reuniria diversos setores da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) em um centro administrativo e operacional.
Na edição do Diário Oficial de setembro do ano passado, e ainda em um vídeo da própria PM feito para explicar aos comandantes como seria o novo projeto, é apontado que um dos imóveis avaliados para a "Cidade Policial Militar" está localizado no bairro Jardim Limoeiro, na Serra.
Trata-se de uma área localizada próximo à BR 101, entre as ruas Antonio Caron e São José, com acesso à ES 010, que possui 18.385 m² de área total - o equivalente a quase dois campos de futebol - e já conta com metade do espaço edificado.
A proposta de locação e viabilização do projeto tramita na Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger). Dentre as últimas movimentações no andamento do processo, do último dia 21, é citado um “estudo de adequação” do local que abrigará a Cidade Policial Militar. Não há informações disponíveis ao público sobre o valor do aluguel, por quanto tempo, ou mesmo qual o valor do investimento para tirar o projeto do papel.
Em outra movimentação no processo, do dia 20 de novembro do ano passado, é informado que a “implantação do complexo da PM” ocorrerá no imóvel que pertenceu à “antiga EDP, na Serra”.

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