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Crise hídrica

Com rio seco, distrito de Aracruz usa barragem para captar água

Cidade decretou situação de emergência devido à escassez de chuva nessa segunda-feira (15). Município teme por um cenário como o ocorrido em 2016

Publicado em 16 de Julho de 2024 às 17:32

Vinícius Lodi

Publicado em 

16 jul 2024 às 17:32
Pequeno nível de água na região do distrito de Guaraná, em Aracruz
Pequeno nível de água na região do distrito de Guaraná, em Aracruz Crédito: Jota Júnior
Depois de praticamente seis meses sem chuvas volumosas, resta pouca água no Ribeirão do Cruzeiro, no distrito de Guaraná, na zona rural de Aracruz, no Norte do Espírito Santo. O que mais se vê é a vegetação no local onde passa o curso do rio. Por isso, o município passou a utilizar uma barragem como recurso para manter o abastecimento da população da região, que tem cerca de 5 mil habitantes. Como consequência da seca, a cidade decretou nesta segunda-feira (15) situação de emergência.
A orientação para os moradores é economizar. Já para os produtores rurais, um sistema de irrigação mais eficiente é a indicação, explicou o diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Aracruz, Amadeu Wetler, em entrevista para a TV Gazeta Norte. O período seco ainda deve durar até outubro.
“Para o morador de Guaraná, é importante economizar água para que a água economizada fique na barragem e dê para todo o período seco. Não desperdice água, não lave calçadas e fachadas. Se recomenda para os produtores rurais um sistema de irrigação eficiente, porque se não tiver água suficiente para todo mundo, pode ser necessário lacrar bombas. Seria um regime de crise, o que não acontece neste momento, ainda”.
"O que aconteceu aqui em Guaraná, e está acontecendo na área rural de Aracruz, é uma antecipação do estresse hídrico, que ocorre normalmente em setembro ou outubro, e neste ano veio no fim de junho. Essa é a razão da nossa preocupação e da emergência que estamos decretando"
Amadeu Wetler - Diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Aracruz
O diretor-geral salientou que os registros do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) mostraram que o volume de precipitação ocorrido entre o último novembro e março foi semelhante ao contabilizado em 2016, quando houve uma crise em que foi necessário trazer água com apoio do transporte de carros-pipas. 

Medidas de emergência

De acordo com Wetler, o decreto da situação de emergência é necessário para a tomada de três medidas consideradas importantes em um potencial agravamento do cenário, como contratações para perfurações de poços e de carretas para o abastecimento da cidade. Outra ação que a decisão permite, em caso de urgência, é o desassoreamento da barragem de Santa Maria, acima do Rio Piraquê-Açu, que pode ajudar no abastecimento da cidade.
A situação do rio Piraquê-Açú, principal da cidade, que atende a cerca de 80 mil habitantes, é também observada. O curso d’água teve diminuição de vazão nos últimos meses, mas o nível continua dentro do que se esperava para o momento, afirmou o diretor-geral do Saae.

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