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Conheça professor do ES que ficou no Top 50 do 'Nobel da Educação'

Helder Guastti da Silva, da cidade de João Neiva, no Norte do Estado, foi selecionado para prêmio internacional por projeto desenvolvido com alunos do ensino fundamental

Publicado em 04 de Fevereiro de 2025 às 10:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 fev 2025 às 10:09
Helder Guastti da Silva entre alunos do ensino fundamental
Helder Guastti da Silva entre alunos do ensino fundamental Crédito: Redes sociais
Entre cinco mil inscritos de 89 países, o capixaba Helder Guastti da Silva, de 37 anos, foi o único brasileiro selecionado para o Global Teacher Prize, apontado por especialistas da área como o “Nobel da Educação”. O professor, que é natural de João Neiva, no Norte do Espírito Santo, ficou entre os 50 finalistas do prêmio internacional com o projeto "Como Diz o Outro", desenvolvido com alunos do ensino fundamental. 
No site da premiação, que apresenta cada finalista, o professor Helder é descrito como “excepcional, com abordagens inovadoras, paixão pela educação e compromisso em promover um senso de comunidade que o destacam como um modelo global no campo educacional”.
O professor embarca para Dubai, nos Emirados Árabes, na próxima segunda-feira (10) para participar de uma imersão com os demais finalistas, embora não tenha avançado para o top 10 da premiação. O vencedor será revelado em uma cerimônia no final do ano e vai receber US$ 1 milhão. O Global Teacher Prize é um prêmio anual criado em 2014 pela Varkey Foundation em parceria com a Unesco, órgão das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
"Estar entre os finalistas já é uma realização de vida. Não trabalhamos para validação, mas é um reconhecimento que simboliza um esforço coletivo. O professor no Brasil é muito valorizado no discurso, mas pouco na prática. A rede de João Neiva nem paga o piso salarial. Trabalhar em uma escola pública é sempre desafiador. Esse prêmio é para mostrar que nossa educação tem potencial e que acreditar em si mesmo é transformador", ressaltou em entrevista para o G1ES. 

Projeto finalista

Formado em Pedagogia, o professor dá aulas na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Pedro Nolasco, em João Neiva, e na Emef Mário Leal, em Aracruz, para turmas com alunos entre 8 e 11 anos.
O projeto selecionado pelo "Nobel da Educação" foi desenvolvido em 2023, com estudantes do 5° ano da escola de João Neiva, e mesclou tradição e tecnologia.
“Eu desenvolvi o projeto com uma turma muito singular e especial. Um projeto simples, de resgate de contos da tradição popular, só que com o diferencial da autonomia, da participação das crianças em todas as tomadas de decisão”, contou.
A ideia, inicialmente, era modernizar contos populares brasileiros, através das pesquisas feitas em casa, com pais e avós, e também na rua. Uma iniciativa que valorizasse a memória e a oralidade.
Entretanto, após a leitura de uma notícia em sala de aula que falava sobre o mau uso da inteligência artificial (IA), por alunos de uma escola no Rio de Janeiro, o professor decidiu mostrar que a ferramenta poderia ser mais bem aproveitada na educação. 
As crianças, segundo Helder, levaram histórias de suas famílias, trava-línguas, parlendas e contos populares para a sala de aula. "No início, seria um simples livro com desenhos, mas elas expandiram a ideia e usamos IA para modernizar as ilustrações."
Também com o projeto “Como Diz o Outro...”, Helder venceu o prêmio 'Educador Nota 10', em dezembro de 2024, um dos maiores reconhecimentos de Educação do Brasil.
Com informações do G1ES

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