O consórcio capixaba formado pelas empresas Contractor Engenharia e Vetor Engenharia venceu o edital de licitação para construir duas novas estações do Sistema Aquaviário. Os terminais serão erguidos no lugar do píer do antigo Terminal Dom Bosco e em frente à praça Pio XII, ambos em Vitória.
A Contractor Engenharia é responsável por outros projetos de grande porte no Espírito Santo, como o da Barragem dos Imigrantes, que ficará entre Domingos Martins e Viana; o do Contorno do Mestre Álvaro, na Serra; e o da urbanização do Canal de Camburi, em Vitória.
A disputa envolveu cinco empresas, sendo três do Espírito Santo, uma do Rio de Janeiro e outra do Ceará. Havia ainda mais duas interessadas, que foram desclassificadas antes mesmo da concorrência, uma vez que apresentaram valor acima do estimado.
A Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) estimou o projeto em R$ 46,5 milhões e definiu como critério de julgamento o menor valor ofertado. O consórcio vencedor ofertou R$ 45,3 milhões para executar a construção.
Consórcio capixaba vence licitação para construir novas estações do Aquaviário
Agora, é necessário que a Semobi assine a ordem de serviço. Procurada por A Gazeta, na tarde desta quinta-feira (26), a pasta afirmou que está realizando os trâmites administrativos necessários para assinar o documento.
O regime de contratação é integrado. Dessa forma, o consórcio vencedor terá tempo para elaborar os projetos finais, apresentá-los e, em seguida, iniciar a execução da obra.
Nessa fase de elaboração do projeto, será necessário dialogar com a Prefeitura de Vitória, uma vez que as estações ficarão ao longo da Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes (Beira-Mar), em pontos nos quais o Executivo municipal planeja outros usos, como a construção de píeres e deques alagadiços, como A Gazeta revelou em maio de 2025.
A prefeitura, inclusive, já contratou a empresa responsável por realizar a obra da Beira-Mar. Na época, ao ser questionado pela reportagem se o projeto do município impediria o do Estado, o secretário municipal de Obras, Gustavo Perin, afirmou que um não inviabilizava o outro.
"Dá para conciliar o aquaviário e a urbanização de todos aqueles setores. A nossa contratação é integrada, então a empresa vai elaborar os projetos e é nessa fase que vamos dialogar com todos os entes, a associação de moradores, para saber o desejo da população”, destacou à época.